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Coluna
[Cláudio Humberto] ANS adora planos de saúde; já seus clientes…

11/10/2017 | 05:30

“A denúncia não separa as pessoas”

Deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) descartando o fatiamento da 2ª denúncia

ANS adora planos de saúde. Já seus clientes…

Criada para regular planos de saúde e “assegurar o interesse público”, como diz a Lei 9.961/2000, a Agência Nacional de Saúde (ANS) age quase como entidade de defesa das empresas que deveria fiscalizar. Nesta segunda (9), em um evento em São Paulo, o presidente da ANS não escondeu sua preocupação com o setor, face o envelhecimento da população. Fazendo coro aos plano de saúde, que, afinal, ganham mais em países pobres, onde a maioria morre antes de envelhecer.

Muita cara-de-pau

A ANS é tão boazinha com as empresas que autorizou reajustes de 13,55% em 2016 e mais 13,55% em 2017, para uma inflação de 3%.

Ruim por ruim…

Mais de três milhões de brasileiros abandonaram os planos de saúde. Cada vez mais caros e de má qualidade, a opção semelhante é o SUS.

Ninguém aguenta

Somente em 2016 quase 1 milhão e 400 mil pessoas deixaram os planos de saúde, atesta o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

Corrida ao ouro

Com a vida dos planos de saúde tão facilitada, gigante United Health, por exemplo, comprou a Amil para entrar no mercado brasileiro.

Governo vai promover diplomata em Pyongyang

O governo Michel Temer não cogita fechar a embaixada na Coreia do Norte, ao menos por enquanto, ainda que considere equivocada a decisão de implantá-la. Mas o diplomata Cleiton Schenkel, encarregado de negócios do Brasil, pode contar: a decisão de promovê-lo já está tomada. Quando deixar Pyongyang, onde se encontra há pouco mais de um ano, vai ganhar um posto que será um prêmio a sua dedicação.

Elogios do chefe

A disposição de encarar a vida em Pyongyang arranca elogios do chanceler Aloysio Nunes: “Ele tem coragem, faz um ótimo trabalho”.

Isolamento financeiro

Schenkel precisa ir a cada 40 dias a Pequim sacar os euros (dólares dos EUA, nem pensar) do salário e para as despesas da embaixada.

Única família

O diplomata, a mulher e o filho bebê são a única família brasileira na Coreia. Se o filho fosse um pouco maior, não haveria escola para ele.

Destruição seria total

O Brasil tem estudos indicando que a Coreia do Norte teria condições de destruir totalmente a Coreia do Sul em apenas 40 minutos. Neutralizar todo esse poder ofensivo é missão quase impossível.

A vida como ela é

Só está na cabeça de quem não é familiarizado com o Congresso a “urgência” na tramitação da segunda denúncia contra Michel Temer. Nesta segunda (9), apenas vinte dos 513 deputados deram as caras.

Censura politicamente correta

O jornalista e delegado Miguel Lucena foi bloqueado no Facebook por haver criticado, com foto, a encenação de “artistas” com vela acesas no ânus. Não haverá protestos contra a censura à crítica do mau gosto.

Tempo de troca

Na “reforma” política, a substituição de candidatos não foi alterada em relação à campanha de 2016: candidatos só podem assumir o lugar de outro até 20 dias antes da votação, à exceção em casos de morte.

Seu João

Nesta data, em 1999, falecia o empresário João Saad, fundador do Grupo Bandeirantes de Comunicação. É lembrado com muito carinho não só pela família e amigos, mas por todos que trabalharam com ele.

Até cartões pagamos

O gasto do governo federal com cartões corporativos entre janeiro e setembro deste ano ultrapassaram R$ 33,4 milhões. O maior gasto da história com os cartões foi em 2010, último ano de Lula: R$ 80 milhões.

Concentração

Os ministérios da Defesa, da Educação e da Fazenda, somados, representam 53,82% do total folha de pessoal do governo federal, este ano: mais de R$12,4 bilhões do total de R$23 bilhões.

Fundão prejudica saúde

O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) é contra o fundão eleitoral bilionário aprovado pela Câmara: “Vai tirar recurso das escolas, dos hospitais e da segurança pública. Sou contra”.

Pensando bem…

…o número de 25 mil títulos de eleitores duplicados é baixo, comparado com o universo de 64 milhões de eleitores registrados via biometria.

PODER SEM PUDOR

Barriga cheia

Cezar Schirmer fazia sua campanha para vereador de Santa Maria (RS) pelo velho MDB, contando com a solidariedade de vários amigos. Um deles, Bayard Azevedo, era do tipo rechonchudo. Mas, bom orador, foi escalado para destacar as virtudes de Schirmer. Pegou o microfone e atacou com uma frase de efeito:

– Os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres! O povo passa fome!

Mal acabara de pronunciar a frase, um provocador gritou:

– Até que te encostaste bem…

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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