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Tensão
Carlos Alves diz que PT é culpado por onda de violência na eleição ao incentivar briga
Ex-prefeito de Natal e candidato do PDT ao Governo afirmou que partido adversário é responsável por escalada de agressividade por incentivar “radicalismo político”
Redação
15/10/2018 | 15:09

O candidato do PDT ao Governo do Estado, Carlos Eduardo Alves, culpou o PT pelos recentes episódios de violência e confronto entre militantes políticos e o acirramento dos ânimos no segundo turno da disputa eleitoral. De acordo com o pedetista, a atual situação foi gerada a partir de um “radicalismo político” e de um discurso de intolerância supostamente alimentados pelo PT.

“O grande responsável por tudo isso [violência] é o PT. É o discurso de ‘nós contra eles’ e do ‘lado de cá contra o lado de lá’. É o discurso incentivando briga, violência. O radicalismo político alimentado pelo PT levou a isso. As coisas não se resolvem assim”, disse Carlos Eduardo nesta segunda-feira, 15, em entrevista à TV Ponta Negra.

O ex-prefeito de Natal creditou, ainda, a onda de violência nas ruas à crise econômica que vivencia o País. “O Brasil está há quatro anos em uma recessão. As famílias e empresas estão no prejuízo. O País está tenso”, destacou.

Carlos Eduardo pediu tranquilidade aos eleitores. “Ninguém precisa brigar para tomar uma posição política. É ir lá no dia da eleição e votar com tranquilidade no candidato ou candidata que ele [eleitor] achar melhor. Esse tipo de violência não constrói. Não é a democracia que nós queremos. O debate é de ideias”, argumentou.

Apoiador de Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno da eleição presidencial, Carlos Eduardo tem defendido agora o nome de Jair Bolsonaro (PSL), adversário de Fernando Haddad (PT) no plano nacional. Aqui no Estado, a opositora do ex-prefeito também é do PT: Fátima Bezerra.

Para a Presidência, o PDT decidiu por um “apoio crítico” a Haddad. Perguntado sobre seu posicionamento divergente, Carlos Eduardo negou que seja oportunista. “O PDT, a nível nacional, tem sérias mágoas do PT. Há incompatibilidades históricas e recentes. Foi anunciado um ‘apoio crítico’ [a Haddad], mas os diretórios estaduais foram liberados para tomar a posição que lhes conviesse. Aqui no RN, tivemos toda a liberdade para fazer aliança com o PSL”, afirmou o ex-prefeito de Natal.

Segundo Carlos Eduardo, a escolha por Bolsonaro foi para derrotar o PT, “que é responsável por toda essa situação que o Brasil vive, com crise econômica e moral”. “O PT jogou o Brasil nessa crise e eu acho que, pelo que estamos assistindo, essa eleição representará o fim do seu ciclo. A mudança está sendo encarnada por Jair Bolsonaro”, defendeu o pedetista.

Na opinião do candidato a governador, o partido de Haddad e Fátima deixa uma “herança maldita” no País. “Espero que [assim como no restante do País, onde Bolsonaro lidera as pesquisas] o Rio Grande do Norte também reflita. Vai reeleger alguém incompatível [com Bolsonaro]? É importante eleger alguém que esteja sintonizado com a mudança que vai ocorrer no Brasil para que isso ajude o RN a sair da crise”, emendou.

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