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Suspeita
Entidades estudantis associam aumento das passagens à campanha de Carlos Alves
Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte é suspeito de ter recebido propina de Agnelo Cândido, presidente do Seturn, em troca de recursos para sua campanha
Redação
26/09/2018 | 16:55

Representantes do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DCE-UFRN), e da União Estadual dos Estudantes (UEE), estão associando o aumento das passagens em Natal a uma suposta propina recebida por Carlos Eduardo Alves (PDT), na época em que era prefeito, para ajudar a financiar sua campanha ao Governo do RN.

Alves é investigado pelo Ministério Público por supostamente ter aceitado suborno do presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn), Agnelo Cândido, para aumentar a tarifa do transporte público natalense em troca de recursos financeiros para sua candidatura em 2018.

As entidades afirmaram que o inquérito aberto pelo Ministério Público contra o candidato pedetista “não é nenhuma surpresa”.

“Carlos Eduardo deixou para que seu vice, Álvaro Dias, realizasse o aumento para não prejudicar sua imagem. Então, não nos surpreende o suposto pagamento [de propina] e a interferência nas eleições ao Governo do RN”, declarou Paulo Jales, presidente do DCE.

De acordo com o estudante, que junto ao diretório integra o Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana, há suspeitas sobre a legitimidade da reunião que aprovou o aumento da tarifa. “O aumento mais uma vez foi efetuado sem demonstrar os lucros das empresas, só o custo do serviço”, ele conta.

Yara Costa, presidente da UEE-RN, concorda que as decisões tomadas na reunião que aprovaram o aumento da tarifa sejam suspeitas e que podem estar relacionadas à candidatura do ex-prefeito de Natal.

“Também não ficamos surpresos com as acusações. Como Carlos Eduardo queria se candidatar ao Governo do Estado, não aprovou o aumento da tarifa inicialmente, deixou para o vice. Mas o Seturn, que tem uma posição muito incisiva dentro do Conselho, antes mesmo da aprovação, já estava com o relatório e com os motivos para o aumento do valor da passagem prontos”, diz Yara.

Os estudantes também comentaram a dívida de R$ 74 milhões que a Prefeitura de Natal teria deixado de cobrar das empresas que operam o sistema de transporte público municipal. “Uma das alegações das empresas para o alto custo do serviço são os impostos elevados e falta de subsídio. No entanto a Prefeitura sempre perdoa essas dividas milionárias. Lesando a população duas vezes: com uma tarifa abusiva e deixando de se arrecadar recursos aos cofres públicos”, conclui Paulo.

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