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Medidas
Audiência na Câmara cobra prevenção contra alagamentos em Natal
Na última semana, a capital potiguar mais uma vez sofreu com alagamentos diante de precipitações que ultrapassaram os 100 milímetros
Redação
29/04/2019 | 10:02

Moradores, vereadores e representantes de secretarias municipais debateram na Câmara Municipal de Natal, sobre medidas a serem adotadas para evitar os alagamentos que acontecem na capital em dias chuvosos.

A audiência, proposta pelo vereador Felipe Alves (MDB), contou ainda com a participação de representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA/RN), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Instituto Federal (IFRN), Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) e Secretaria de Infraestrutura do Estado.

Na última semana, a capital potiguar mais uma vez sofreu com alagamentos diante de precipitações que ultrapassaram os 100 milímetros. “Tivemos a prova de que a cidade precisa melhor se planejar, com mais manutenção das lagoas e galerias e com um plano de contingência para situações emergenciais”, sugere Felipe Alves. Os vereadores Divaneide Basílio (PT), Ana Paula (PSDC), Maurício Gurgel (PSOL) e Kleber Fernandes (PDT) também contribuíram com o debate.

Natal tem, desde 2011, um plano de drenagem que poderia resolver problemas ocasionados pelas chuvas. O plano foi cobrado na audiência pelo CREA/RN. “É necessário saber o que foi executado, o que ainda falta e se está defasado. O planejamento é fundamental para enfrentar o problema e o plano ajuda nisso. Por isso, precisamos de dados da execução e avaliar como atualizá-lo”, ressaltou Ana Adalgisa, presidente do órgão.

O secretário-adjunto de Conservação da Secretaria Muncipal de Obras (Semov), Carlos Davi, disse que existe um trabalho diário para amenizar os danos dos dias de chuva e que as empresas que prestam serviços ao Município estão com pagamentos em dia.

“A chuva que caiu foi muito forte e alaga até que a desobstrução ocorra. E isso tem sido feito de imediato. Temos trabalho emergencial nas lagoas e estamos com obras de calçamento, pavimentação e drenagem. Acreditamos que quando as obras forem concluídas, teremos melhor resultado”, prevê. O Gerente de Operações da Urbana, Rubens Salustino, também disse que há um trabalho diário de desobstrução das galerias e chamou a atenção para o lixo que as pessoas jogam nas ruas e que agrava o problema.

O trabalho de prevenção poderá ser embasado com a otimização dos serviços de previsão da Emparn. De acordo com o meteorologista Gilmar Bistrot, o órgão está buscando melhorar os dados de monitoramento.

“Queremos implantar estações em lagoas de captação com sensores de temperatura, imagem, umidade, para disparar um sistema automático de drenagem com sensor de nível da lagoa, sem precisar de uma pessoa presente e, assim, evitar transtornos. Com isso, a Defesa Civil poderá realizar trabalho mais concentrado”, revelou. Além disso, novos e modernos equipamentos que a Emparn está em processo de aquisição deverão prever os temporais com maior antecedência e precisão, mobilizando os órgãos a tomarem providências a tempo.

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