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Gestão
“Atual governo foi o que mais investiu em segurança”, afirma deputado Galeno Torquato
Em resposta às críticas do desembargador Cláudio Santos, deputado governista argumenta que Robinson Faria tem feito o “dever de casa”, apesar de todos os problemas existentes
Tiago Rebolo
18/03/2017 | 04:45

O deputado estadual Galeno Torquato (PSD) defendeu o Governo nesta sexta-feira 17 das críticas feitas pelo desembargador Cláudio Santos à política de segurança pública do Estado. Segundo o parlamentar, apesar dos altos índices de violência registrados em 2017, o atual governo foi o que mais investiu em segurança nos últimos trinta anos. “Nunca houve tanta promoção de policiais e entrega de equipamentos às polícias como agora”, comentou o parlamentar.

Ontem, o ex-presidente do Tribunal de Justiça declarou ao Agora Jornal que “o Governo perdeu o controle da segurança”. Apenas nos três primeiros meses deste ano, relata, foram mais de 500 homicídios registrados, segundo dados de relatório divulgado pelo Observatório de Violência Letal Intencional (OBVIO). “Nós vivemos uma onda de violência. A quantidade de policiais mortos, 7, mostra a verdadeira guerra civil em que vivemos. Hoje ninguém está isento de ser assaltado e morto a qualquer hora”, afirmou Santos.

Segundo Torquato, no entanto, “o Governo tem feito sua parte”. Ele atribui a onda de insegurança ao aspecto crônico da situação e aos problemas no sistema penitenciário, sobre os quais, afirma, a administração do governador Robinson Faria (PSD) não tem responsabilidade sozinho. “Esse problema no sistema carcerário é uma herança de governos anteriores. O desembargador não pode dizer que não existe gestão nessa área. O que acontece é que não existe solução do dia para a noite. Mas o governador tem feito o dever de casa”, argumentou.

Em janeiro, uma rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, terminou com a morte de 26 detentos. A unidade ficou praticamente destruída, e o Governo anunciou a desativação das instalações. Por causa disso, o Governo anunciou a abertura de novas vagas em presídios. Na primeira etapa, serão três novas unidades: uma em Ceará-Mirim, com previsão de inauguração ainda este ano, e dois em Afonso Bezerra.

Sobre a escolha de Afonso Bezerra, município da Região Central distante 170 Km da capital, como sede dos dois novos presídios do estado, também criticada por Cláudio Santos, o deputado afirma que o Governo irá agir com responsabilidade. “Os recursos para a construção dos presídios já estão assegurados. O Governo não irá fazer como os governos anteriores, que tiveram até de devolver verbas por não utilizá-las. Existe uma discussão no que diz respeito à localização, sim, mas o Governo irá agir com responsabilidade. Não irá errar como erraram em Alcaçuz, onde construíram um presídio sobre uma duna”, assinalou.

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