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Críticas
“Apesar do ‘bom time’, gestão Taveira em Parnamirim tem falhas”, diz Gildásio
Ex-vereador aponta que nova administração - que sucedeu Maurício Marques - não tem conseguido administrar bem áreas importantes como saúde e educação
Tiago Rebolo
03/05/2017 | 05:00

Um dos principais líderes da oposição em Parnamirim, o ex-vereador Gildásio Figueiredo (PSDB) identifica algumas falhas no início da gestão do prefeito Rosano Taveira (PRB). Apesar de reconhecer que a nova administração acertou na composição de grande parte do secretariado, Gildásio afirma que a Prefeitura não tem demonstrado esforços para equilibrar as finanças do município. “O time do prefeito tem pessoas que têm desejo, vontade e condições de trabalhar pelo município. No entanto, vejo algumas falhas na administração”, afirma.

Segundo o tucano, devido ao cenário de crise econômica, a administração municipal deveria buscar obter mais receitas e procurar gastar menos. Porém, segundo ele, nenhuma das duas ações tem sido realizada. “Em vez de reduzir custos, a Prefeitura anunciou que vai criar duas secretarias, o que aumenta os gastos. Além disso, eu não vejo a adoção de uma política eficaz de arrecadação. Dentro da própria secretaria [de Tributação], há uma insatisfação muito grande”, relata o ex-vereador.

Para Gildásio, outro ponto que merece destaque negativo no início da gestão de Rosano Taveira em Parnamirim é a política na área de educação. O tucano – que disputou as eleições de 2016 na condição de candidato a vice-prefeito na chapa com Carlos Augusto Maia (PSD) – critica, por exemplo, a falta de merenda nas escolas e infraestrutura adequada para receber os estudantes. “Como se tem uma equipe de transição, mais 70 dias para se organizar, e as aulas começam com escolas sem luz e água e faltando professor? Começou muito mal”, aponta Gildásio.

O ex-vereador afirma ainda que o município está “atrasado” em termos tecnológicos. Ele comenta que, sobretudo em áreas importantes como saúde e educação, a tecnologia deveria ser usada a serviço da gestão pública. “Nós percebemos que a Prefeitura não tem mecanismos de controles eficazes nessas áreas”, assinala.

Gildásio admite que as dificuldades econômicas têm prejudicado a condução de obras importantes em Parnamirim. Entretanto, de acordo com o ex-vereador, “pequenas obras e ações” poderiam ser comandadas pela gestão local. “Eu não vejo a Prefeitura tomar providências com relação ao trânsito ou mesmo na questão da ocupação de espaços na Cohabinal. Outra coisa: a Guarda Municipal, que foi promessa de campanha, ainda não andou”, enumera.

Rogério Marinho seria grande nome para disputar o Senado
O ex-vereador Gildásio Figueiredo foi eleito, no último sábado 29, presidente do Diretório Municipal do PSDB em Parnamirim. O partido, que tem experimentado crescimento acelerado no Rio Grande do Norte, tem representação dupla na Câmara Municipal, com Fativan Alves e Betinho da Mala.

Para Gildásio, que atualmente é membro do Diretório Estadual da legenda, o crescimento do partido – que é nacional, segundo ele – se deve à percepção coletiva de que o modelo de gestão proposto pelos governos do PT “não era o ideal”. “Durante os governos do PT, o PSDB era o partido do contraponto. Enquanto o PT tem uma visão estatizante, nós propomos um Estado menor e enxuto, com crescimento da iniciativa privada. As pessoas viram que o modelo da Esquerda não era o ideal, e houve uma frustração muito grande. O crescimento do PSDB se deve a isso”, afirma.

De acordo com ele, o modelo de gestão proposto pelo PSDB não é o ideal, mas é o caminho correto para a recuperação econômica do país. “Precisamos ter uma visão social para todas as questões sim, mas sem esquecer o crescimento econômico. Precisamos garantir o emprego, para que as pessoas possam sustentar suas famílias sem uma necessidade tão grande da presença do Estado”, registra, numa clara referência aos programas sociais dos governos de Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A nível estadual, o líder do PSDB em Parnamirim avalia que o partido “tem toda a musculatura” para, neste cenário, lançar candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado. “Eu acho que Rogério Marinho seria o grande nome para o Senado. Ele demonstra responsabilidade e uma capacidade de trabalho muito grande. Ele mostrou isso, por exemplo, na relatoria da reforma trabalhista na Câmara, ouvindo todos os segmentos envolvidos. Além disso, ele teve a competência de articular e aprovar a reforma na Casa. É um dos bons quadros do partido”, aponta Gildásio.

João Doria deve amadurecer mais para disputar presidência
O ex-vereador parnamirinense não hesitou em comentar as projeções nacionais. Para ele, todos os nomes colocados como possíveis candidatos do PSDB à Presidência da República em 2018 fortalecem o partido e têm competência, mas o líder partidário revela sua simpatia pelo nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

“Ele tem a experiência necessária para a Presidência. Foi vereador, presidente de Câmara, prefeito, deputado federal e governador por quatro mandatos do maior estado do país. Eu sou partidário. Ou seja, o nome que for colocado eu defenderei. Mas eu tenho simpatia pelo governador Alckmin”, assinala Gildásio.

“A administração estadual em São Paulo, ao contrário de outros estados grandes do país – como Rio de Janeiro -, é muito bem avaliada. O estado é organizado e há um sistema de transporte eficiente, por exemplo”, complementa.

Em relação ao prefeito de São Paulo, João Doria, que tem surgido como um forte nome para a disputa pela legenda tucana, Gildásio afirma que “ele tem sobressaído, mas precisa amadurecer mais”. Ele conclui que nomes novos são bem-vindos, mas que eles “não podem ser piores do que os que estão aí”.

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