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Outro lado
“Álvaro Dias desconhece a Lei Orgânica do município que ele dirige”, diz Sandro
Sobre controversa viagem ao exterior do vice-prefeito, Sandro afirma que 'lei não diz que ele tem que avisar; mas que tem que passar o cargo'
Redação
05/05/2017 | 05:00

Em entrevista concedida ao Agora Jornal, o vereador Sandro Pimentel (PSOL), um dos integrantes da oposição, se mostrou surpreso com a resposta de Álvaro Dias. Para Sandro, de fato não era obrigação de Álvaro convocar Raniere Barbosa, mas, por lei, era exigido que ele repassasse o cargo de prefeito – já que Carlos Eduardo estava ausente – ao presidente da Câmara. Ao não cumprir com o previsto na lei, Álvaro, aos olhos de Pimentel, “questionou o poder da Câmara de Natal”.

“O vice-prefeito desconhece a constituição do município que ele dirige – a Lei Orgânica -, a lei não diz que ele tem que avisar; diz que ele tem que passar o cargo. Se Carlos Eduardo está ausente, agora ele é o prefeito, mas se ele também se ausenta ele tem que repassar o cargo. É lamentável que um gestor do Executivo municipal não se habilite a ler as leis da cidade, especialmente a principal, que é a Lei Orgânica. É mais lamentável ainda o fato dele não responder à Câmara as informações que a Casa solicitou. A Câmara solicitou que ele respondesse quantos e quais foram os dias que ele se ausentou; para onde ele foi; data e retorno de viagem. Ele não respondeu nada disso. Álvaro desvirtuou completamente o que pedimos e questionou o poder da Câmara”.

Sandro, que pediu informações sobre o paradeiro de Carlos Eduardo e Álvaro Dias à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Polícia Federal (PF), apenas para ter seu requerimento rejeitado sob justificativa de que se tratariam de viagens “de caráter pessoal”, categorizou Carlos Eduardo como “manobrista” e Álvaro Dias como “malabarista”, por ter tentado se desvencilhar das justificativas à Câmara. O vereador do PSOL, por fim, disse que estranhou não apenas o conteúdo do ofício do vice-prefeito, como também a própria integridade do documento.

“Achei estranha a resposta de Álvaro, porque foi feita em um papel que não tem a logomarca institucional; que não é timbrado. Se for ler o ofício, é como se alguém houvesse escrito por ele, porque algumas vezes ele está sendo referido na terceira pessoa. Não é uma resposta direta, como ‘eu estava em tal lugar, em tal dia’… A partir do momento em que está se referindo a outro, fica muito estranho. Parece muito que não foi ele quem escreveu. Tenho até mesmo dúvidas de que aquela seja realmente a assinatura dele e de que esse documento tenha sido produzido por ele”, concluiu Sandro Pimentel.

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