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Eleições 2020
Alexandre Motta coloca nome à disposição do PT para disputar Prefeitura de Natal
Nome preferencial do partido é o da deputada federal Natália Bonavides, mas ela tem recusado os convites. Médico afirma que está disponível e aproveita para criticar gestão do atual prefeito. “É uma extensão do projeto de Carlos Eduardo”, declara
Redação
08/01/2020 | 02:00

O médico Alexandre Motta, que foi candidato a senador nas eleições de 2018 no Rio Grande do Norte, se disponibilizou nesta terça-feira, 7, para ser o candidato do PT à Prefeitura do Natal nas eleições deste ano. Ele disse que, com o aval do partido, pretende apresentar à cidade uma “forma inclusiva de governar”, em contraposição ao modelo de gestão do atual prefeito, Álvaro Dias, que deve ser candidato à reeleição pelo MDB.

Em seu último congresso nacional, realizado em novembro do ano passado, o PT definiu que terá candidaturas próprias nas capitais de todos os estados do Brasil. Em Natal, a preferência é pela candidatura da deputada federal Natália Bonavides, mas a parlamentar tem rejeitado os convites. Na semana passada, em entrevista ao portal Saiba Mais, a deputada voltou a descartar uma eventual candidatura e sugeriu que o nome de Alexandre seja “testado”.

Disputa pela Prefeitura de Natal já tem pelo menos 10 pré-candidatos.

“Qualquer militante que tenha uma identificação clara com os desígnios e com o que pensa um partido político deve estar sempre pronto para assumir as tarefas que o partido lhe coloca. O PT tem o plano de governar a cidade nos moldes como governamos o País (com os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff) e nos moldes como estamos governando o Estado (com a governadora Fátima Bezerra). Queremos fazer essa forma de governar, de maneira inclusiva, dentro da Prefeitura”, afirmou o médico, em entrevista ao programa Manhã Agora, da rádio Agora FM (97,9).

Além de Natália Bonavides e Alexandre Motta, estão no radar do PT os nomes do secretário Fernando Mineiro (Gestão de Projetos e Metas e Relações Institucionais) e do senador Jean Paul Prates. Apenas Alexandre, contudo, se mostrou disponível a ir para a disputa da Prefeitura em 2020. “As opções que o partido apresenta são viáveis do ponto de vista eleitoral e político”, resumiu Alexandre.

Alexandre Motta analisou que é “válida” a justificativa de Natália para recusar uma candidatura a prefeita de Natal neste momento. “As razões que a deputada colocou para a sua não candidatura ficaram claras. Algumas são de ordem pessoal e outras, de ordem política. Ela entende que seu papel de resistência no Congresso Nacional tem sido muito importante. E é importante que haja pessoas com o perfil que ela tem dentro do Congresso”, enfatizou, lembrando que “o partido tem outras opções”.

O médico minimizou o fato de o PT não ter tido, na história recente, bons desempenhos em disputas majoritárias na capital potiguar. Em 2018, por exemplo, o candidato do partido à Presidência da República, Fernando Haddad, ficou apenas em terceiro lugar na capital no primeiro turno e ficou atrás de Jair Bolsonaro na segunda votação. O resultado destoa do desempenho geral – Haddad venceu em 164 dos 167 municípios do RN.

“Acreditar que política é algo estático e que as pessoas não reformulam suas ideias é um equívoco. O PT tem um projeto de governança para o País, para os estados e para as cidades. Vamos colocar isso na mesa. Se as pessoas, em algum momento, tiveram ranço contra o PT, essa é a hora de modificar essa percepção. Onde fomos governo, as mudanças se deram para melhor. As pessoas têm vivo na memória o que foi o governo do ex-presidente Lula, o que elas viveram e o que elas vivem hoje”, ressaltou.

Alexandre defendeu um novo modelo de gestão em Natal. “Vamos apresentar uma forma de governar a cidade que inclua as pessoas, que inclua as periferias, que faça com que a cidade tenha um projeto harmônico. Hoje você tem uma cidade que pensa de dentro para fora. Acho que tem que pensar das periferias para dentro”, opinou.

O médico lançou, ainda, críticas ao prefeito Álvaro Dias. Segundo Alexandre Motta, o atual gestor municipal “é uma extensão do projeto do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves”, que renunciou em 2018 para concorrer ao Governo do Estado – e perdeu para Fátima Bezerra. Álvaro, que era vice-prefeito, foi empossado como titular após isso. “Ele (Álvaro) não só era o vice. As suas práticas e a sua forma de governar são as mesmas (de Carlos Eduardo)”, salientou.

Segundo Alexandre Motta, a gestão de Álvaro Dias é “de aparências”. “O prefeito atual coloca as questões festivas de uma maneira muito intensa e nós temos vazios assistenciais, por exemplo na saúde. Essas questões são importantes e a população quer ver resolvidas. A população gosta da festa, de assistir aos shows, mas adoraria muito mais ter resolutividade da sua vida prática”, encerrou.

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