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Justiça
Policiais “antifascistas” cobram elucidação da morte do soldado Figueiredo
Passados pouco mais de dois meses do assassinato do policial militar João Maria Figueiredo, movimento “Policiais Antifascismo do RN” continua cobrando justiça
Redação
08/03/2019 | 11:07

Passados pouco mais de dois meses do assassinato do policial militar João Maria Figueiredo, e ainda enlutado pela falta da presença do companheiro, o movimento “Policiais Antifascismo do Rio Grande do Norte” continua cobrando justiça. Na última quarta-feira de Cinzas, 6, o soldado completaria 37 anos se vivo estivesse.

“Durante esses mais de dois meses, acompanhamos de perto as investigações e colaboramos no que foi possível. Também ajudamos na coleta de provas e apontamos linhas de investigação à equipe da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), e ainda entregamos alguns relatórios, fruto de trabalho conjunto de policiais que compõem o movimento”, disse o policial civil Pedro Paulo, que compõe o grupo.

“O fato é que, com uma forte linha de investigação consolidada, até o momento não temos nenhum mandado de prisão ou de busca e apreensão pedido ou expedido. Isso, além de nos inquietar, traz à tona a mesma situação de inúmeros homicídios de operadores de segurança pública que ainda carecem de esclarecimento”, acrescentou o agente.

Ainda de acordo com o policial civil, “é amarga a sensação de provar da ineficiência do modelo policial adotado no Brasil, que submete toda estrutura policial a uma engessada burocracia sem fim, que também paralisa o próprio responsável pelo inquérito policial”. “A falta de resolução tempestiva afasta a boa qualidade das provas e aponta para a impunidade e barbárie”, afirma.

O delegado Fernando Alves segue com a cobrança: “Já enfrentamos o desdém de colegas pelo caso, que cruelmente tentaram matar a reputação de Figueiredo numa demonstração de ódio do tamanho daqueles que desferiram três tiros no rosto do nosso companheiro. Não se pode classificar ódios! Ódio é ódio. Não há diferença entre o opressor da periferia e o opressor fardado. São sem camisas matando descamisados numa guerra de ódio sem fim”.

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