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Decisão
Justiça condena 5 homens acusados de explodirem caixas eletrônicos no Estado
Durante o ano de 2015 e 2016, os acusados se associaram com o fim de praticar crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos com o uso de material explosivo e armas de fogo
Redação
02/02/2018 | 09:23

A Justiça condenou cinco pessoas que foram acusadas pelo Ministério Público do RN de praticarem roubos em caixas eletrônicos mediante uso de material explosivo e armas de fogo em várias cidades do interior do Estado, entre o ano de 2015 e início de 2016. As penas variam de dois a 18 anos de reclusão em regime fechado e mais pagamento de multa.

De acordo com os autos, durante o ano de 2015 e 2016, os acusados se associaram com o fim de praticar crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos com o uso de material explosivo e armas de fogo de grande potencial lesivo, tendo como alvos caixas eletrônicos de bancos em várias cidades do interior, roubos de carros, dentre outros delitos.

A associação criminosa passou a ser monitorada através da denominada “Operação Rainha da Borborema” por meio de interceptações telefônicas, sob a suspeita de que alguns dos monitorados haviam participado de roubos dos terminais bancários do Bradesco e Banco do Brasil em Pedro Velho, na madrugada de 30 de outubro de 2015.

Conta ainda no processo que, com a deflagração da “Operação Explosion” pela Delegacia Especializada em Investigação e Combate ao Crime organizado (DEICOR), foi cumprido mandado de busca e apreensão no dia 29 de outubro de 2015 . Na oportunidade, foram apreendidos diversos objetos relativos a explosões de caixa eletrônicos como explosivos, armas e munições, além da prisão de outros suspeitos atribuídos ao suspeito conhecido com “Baixinho”.

Ainda segundo a denúncia, já no início das investigações apesar do delito cometido em Pedro Velho, alguns integrantes da quadrilha continuaram se articulando e se organizando para novas empreitadas.

Veículos

Constatou-se que a reunião dos acusados se dava em torno da prática de delitos diversos, todos contra o patrimônio. Muitos de seus integrantes praticavam roubos de veículos, que eram utilizados em roubos a terminais eletrônicos de autoatendimento e outros delitos, e em seguida eram vendidos. Do mesmo modo, muitos de seus integrantes negociavam armas de fogo, a serem utilizadas nos roubos a caixas eletrônicos e em assaltos. Outros membros ficavam responsáveis pela falsificação de documentos.

O MP denunciou também que há fortes indícios de que alguns integrantes desse mesmo grupo participaram de pelo menos dez eventos relacionados a roubos e furtos a caixas eletrônicos, e são objeto de investigações em diversos inquéritos policiais nos municípios de: Pedro Velho; Doutor. Severiano; Boa Saúde; Rafael Fernandes; Tangará; Serrinha; Arez; Montanhas e Espírito Santo, todos entre 30 de outubro de 2015 e 25 de fevereiro de 2016.

O MP destacou ainda que, conforme apontou o laudo de exame de munição para arma de fogo é possível afirmar que foram encontrados padrões nos locais de explosão das cidades de Pedro Velho, Doutor Severiano, Arez, Boa Saúde, São Miguel do Gostoso, Rafael Fernandes, Tangará e Serrinha, o que indica que foram utilizadas as mesmas armas de fogo em muitos desses eventos, reforçando que integrantes dessa associação atuaram em diversos desses crimes em conjunto.

 

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