Delegado prevê piora em homicídios se governo não investir em estrutura
Titular da Delegacia de Homicídios, Fábio Rogério, afirma que falta efetivo para investigar o alto número de assassinatos na capital do Rio Grande do Norte
Por Redação - Publicado em 01/10/2015 às 08:54

Uma média de 35 assassinatos por mês e quase 100 inquéritos por equipe. Essa é a realidade que a Delegacia de Homicídios de Natal (Dehom) precisa enfrentar todos os meses na capital potiguar, algo quase impossível de lidar com a atual estrutura.

Segundo o delegado Fábio Rogério, titular da Dehom, em entrevista para o Portal BO, a estrutura atual passa longe de conseguir atender a demanda. “Essa nova Dehom, com um novo padrão (mudança que ocorreu em agosto do ano passado), tem condições de solucionar alguns crimes, mas não corresponde a essa nova realidade. Temos que acompanhar a evolução da sociedade. O número de pessoas (em Natal) aumentou”.

Atualmente, cinco equipes, divididas nas quatro zonas da capital (Leste, Oeste, Norte e Sul), são responsáveis pela investigação de todos os casos de homicídios que acontecem em Natal. “Se não houver aumento de efetivo, mais cinco equipes, para aumentar os núcleos de investigação, não teremos condições de aumentar a efetividade. Do jeito que está, vamos terminar o ano de 2015 com mais de 700 inquéritos, já no passivo. Isso é muito grave. Iremos iniciar o ano de 2016 com uma demanda muito grande”, argumentou Fábio Rogério.

O titular da Dehom ainda comentou a única maneira de se conseguir diminuir o números de homicídios em Natal. “O número de homicídios só irá diminuir quando quem está matando for preso. Não importa se quem morreu é bandido, o que importa é que bandidos estão matando e precisam ser retirados da sociedade”.