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Infraestrutura
Agente da Polícia Civil denuncia falta de condições mínimas em delegacias
Sem telefone e internet, além de prédios com condições ruins de infraestrutura, Polícia Civil fica cada vez mais precária e servidores seguem com salários atrasados
Redação
08/03/2019 | 11:04

Telefones fixos cortados há meses, falta de equipamentos e banco de dados, além de ausência de infraestrutura dos locais de trabalho. Esses são apenas alguns dos problemas enfrentados pela Polícia Civil do RN, segundo o investigador Paulo César Dimas, que já foi presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol).

Para Paulão, como é conhecido o agente com mais de 20 anos de experiência, essa semana a categoria ainda teve que enfrentar outra realidade duríssima: o contingenciamento de R$ 14 milhões que estavam contidos na Lei Orçamentária Anual (LOA), por determinação via decreto da governadora Fátima Bezerra.

“Infelizmente foi mais uma surpresa negativa e a Polícia Civil tem cada vez menos condições de trabalho. Estamos com telefones cortados, sem internet há quatro meses e com 60% dos trabalhos prejudicados”, disse Paulão, em entrevista ao programa Patrulha Agora, apresentado por Genésio Pitanga na Agora FM (97,9).

Apesar da situação calamitosa, Paulão informou que ainda acredita que a atual gestão – que completou 60 dias no último sábado – será melhor que a passada. “Ainda temos que conviver com a retirada de direitos, como o do Ministério Público, que quer retirar o nosso anuênio e, principalmente, com a falta de uma política de segurança. Se esse descontrole chegar ao sistema prisional, será um caos, porque até delegacias foram arrombadas”, detalhou.

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