Artigo
Dom Jaime Vieira Rocha: Tempo Pascal – vida nova nos foi dada
Por Dom Jaime Vieira Rocha - Publicado em 02/04/2020 às 05:00
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P rezados leitores e leitoras!

A partir do dia 12 de abril, Domingo de Páscoa, a Igreja viverá o Tempo Pascal. É o tempo por excelência da vida da Igreja. Ele se prolonga até o dia de Pentecostes, esse ano celebrado no dia 31 de maio. Serão cinquenta dias em que a Igreja se rejubila pela Ressurreição do Senhor.

É o mistério pascal vivenciado por todos os batizados. De fato, Jesus Cristo, “existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo… Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, no Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra...” (Fl 2,6.9.10).

Depois de vivermos e celebrarmos uma Semana Santa excepcional, com as igrejas de portas fechadas e sem participação dos fi éis, por causa do isolamento social, provocado pela COVID-19, somos chamados a olhar, com esperança, para o Ressuscitado. Ele é a nossa esperança, pois venceu a morte e nos dá vida nova.

Ele mesmo tinha predito a sua Ressurreição e ainda proclama para Marta, irmã de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,25-26). Mas, será sobretudo São Paulo que nos apresentará uma teologia da Ressurreição, onde o argumento une Ressurreição de Cristo e nossa ressurreição.

O Apóstolo declara, na Carta aos Romanos: “Se o Espírito daquele que ressuscitou Cristo está em vós, aquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós” (Rm 8,11).

Na primeira Carta aos Coríntios, apresentando a Ressurreição de Cristo como ponto fundamental da fé e da pregação da Igreja, assim declara: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é sem fundamento, e sem fundamento também é a vossa fé… Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15,12-14.1617).

Assim, caros irmãos e irmãs, somos chamados a deixar que a salvação trazida à humanidade pelo Senhor Jesus, crucificado-ressuscitado, seja realidade em nossa vida. Ele é a Páscoa para nós. “Por ele somos salvos” (1Cor 15,2). O triunfo do desígnio de Deus significa vida nova para o homem e a mulher. Vivamos, pois, o Tempo Pascal, buscando ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus. Boa Páscoa para todos!

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