Artigo
Amaro Sales de Araújo: Quem disse que seria fácil?
Por Amaro Sales de Araújo - Publicado em 31/03/2020 às 05:00
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E stamos todos muito preocupados com a pandemia do Covid-19 (coronavírus). Preocupados com as vidas humanas enfermas e em falência, mas, também, apreensivos com os reflexos da pandemia na economia. De certo, o que nos disse o Papa Francisco: só conseguiremos (sair de tão aguda crise) juntos.

Desde a semana passada, diante da gravidade da pandemia, o Sistema Fiern vem atuando em frentes diferentes. A primeira, em apoio a empresa industrial. Quase todos os serviços do Sistema Fiern estão disponíveis, remotamente pela internet ou por telefone e presencialmente para os casos necessários como, por exemplo, de Saúde e Segurança no Trabalho.

Também criamos um atendimento jurídico para as empresas através do e-mail [email protected] ern.org.br e estamos, com outras instituições, conversando permanentemente com os Governos Federal e Estadual. Suspendemos todos os eventos, reuniões e proibimos aglomerações. Estamos atentos às recomendações das autoridades.

Em outra frente de atuação, em relação ao Governo Federal, tanto através da CNI, quanto diretamente junto a Superintendência da Secretaria de Trabalho e Previdência no Rio Grande do Norte que, aliás, fará a mediação, através de uma comissão tripartite, de eventuais conflitos e construção de acordos, com a participação das quatro federações representativas dos empreendedores potiguares. Já em relação ao Governo do Estado, entregamos reivindicações – e discutimos propostas – junto a Sedec,

Tributação e Idema, assim também, atuamos apoiando e divulgando as ações diretamente relacionadas ao Covid-19. Uma preocupação adicional é que, realmente, o crédito chegue aos caixas das empresas, no mínimo, nos próximos 90 (noventa) dias. Foi feita uma carta – com cópia encaminhada para o ministro Rogério Marinho (MDR) – para os bancos BNB, Caixa, BB e AGN pedindo linhas de crédito mais ousadas, desburocratizadas e mais flexíveis, sobretudo, para capital de giro.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, tem defendido que o Governo Federal estude, articule e, com outros organismos, amplie a realização de exames nas pessoas sobre o coronavírus em todo o Brasil para que, com maior e melhor diagnóstico, ocorra gradual e criteriosamente a abertura dos negócios e o funcionamento da economia.

Não podemos ficar sem uma direção técnica de reabertura, assim como, também entendemos a dificuldade do momento, inclusive, para os médicos, pesquisadores e cientistas. Não é uma situação fácil. Em tempos de Covid-19, as receitas mágicas estão surgindo.

Mas, não é bem assim. Antes de qualquer coisa, precisamos nos ajudar mutuamente, apoiar os técnicos e as autoridades públicas, disseminar informações corretas e pedir, pela fé de cada um, que Deus nos ilumine e nos favoreça com suas bênçãos.

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