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Estatística
Pesquisa: 97% das mulheres brasileiras dizem ter sofrido assédio em transportes
De acordo com a pesquisa, as práticas de assédio mais comuns sofridas pelas mulheres foram os olhares insistentes, cantadas indesejadas e passadas de mão
MA10
Pesquisa aponta que 71% das entrevistadas conhecem alguma mulher que já sofreu assédio em público

Olhares insistentes, passadas de mão no corpo alheio e cantadas invasivas. Quase todas as brasileiras já relataram ter sofrido assédio em meios de transporte. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, 97% das mulheres de todo o Brasil já sofreram algum tipo de importunação em ônibus, trens, metrô ou outro meio de locomoção público.

A pesquisa aponta que 71% das entrevistadas conhecem alguma mulher que já sofreu assédio em público.

“A pesquisa confirma que, infelizmente, o assédio sexual no transporte faz parte da rotina das mulheres brasileiras. É importante não só aplicar a lei que criminaliza essa prática, como também desenvolver políticas e mecanismos para prevenção, para garantir que as brasileiras possam se sentir seguras ao exercerem seu direito de ir e vir, garantindo também seu direito a uma vida sem violência”, afirma Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

De acordo com a pesquisa, as práticas de assédio mais comuns sofridas pelas mulheres foram os  olhares insistentes, cantadas indesejadas, passadas de mão, comentários de cunho sexual ou serem seguidas. A pesquisa ouviu 1.081 brasileiras que utilizaram transporte público.

Segundo a recente lei 13.718/18, o crime  de importunção sexual é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém de forma não consensual, com o objetivo de “satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”. De acordo com a lei, a pena é de reclusão e o infrator pode ser punido com prisão de 1 a 5 anos.

No Rio Grande do Norte, entre o período de janeiro a maio de 2019, a Polícia Civil registrou 22 ocorrências de assédio sexual, segundo a Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine). No entanto, os números podem ser ainda maiores, pois há subnotificação dos casos. Muitas mulheres não prestam boletim de ocorrência em delegacias.

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