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Rejeitado
Senado rejeita orçamento temporário e governo Donald Trump é paralisado
Senado dos Estados Unidos não conseguiu quantidade de votos necessária para aprovar medida de curto prazo que pretendia estender financiamento ao governo de Donald Trump
Agência Estado
20/01/2018 | 08:43

O Senado dos Estados Unidos não conseguiu a quantidade de votos necessária para aprovar uma medida de curto prazo que pretendia estender o financiamento ao governo de Donald Trump e elevar o teto do endividamento, dando prosseguimento à paralisação da máquina pública que teve início às 3h (meia-noite em Washington) deste sábado, 20.

Com 50 votos a favor e 49 contrários, o projeto costurado pelo presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Paul Ryan (Wisconsin), foi derrotado no Senado, já que precisaria de ao menos 60 votos para ser aprovado.

A paralisação do governo americano foi iniciada à medida que o Senado ainda não concluiu a votação de uma medida de curto prazo que estendia o financiamento à administração de Donald Trump e elevava o teto do endividamento até 16 de fevereiro. Apesar da paralisação ter oficialmente começado, os senadores continuam negociando no plenário da Casa para tentar aprovar algum projeto que garanta o funcionamento do governo nos próximos dias.

Na noite de quinta-feira, 18, a Câmara dos Deputados aprovou o orçamento temporário por 230 votos a favor e 197 contra. No entanto, o caminho no Senado já se mostrava mais complicado, tendo em vista que a maioria republicana na Casa é menor do que na Câmara. Com apenas 51 dos 100 votos no Senado, os republicanos precisavam do apoio de ao menos nove integrantes da oposição. No entanto, alguns senadores da sigla já haviam adiantado que não votariam a favor, como Rand Paul (Kentucky). Diante da inexistência de um acordo, os dois lados começaram a fazer acusações mútuas sobre a responsabilidade por uma eventual paralisação do governo federal.

O impasse em torno do financiamento ao governo federal americano começou na semana passada, quando a Casa Branca rejeitou um projeto bipartidário de imigração. Os democratas condicionaram seu voto a favor de qualquer proposta orçamentária que permitisse a permanência no país dos 800 mil inscritos no Daca (Ação Diferida para Chegadas de Crianças), programa do governo Barack Obama que suspendeu temporariamente deportações para esse grupo de imigrantes. Em setembro, o presidente Donald Trump anunciou que o benefício deixará de existir em março caso o Congresso não regularize de maneira definitiva a situação desses imigrantes nesse período.

A proposta sobre o Daca foi negociada durante quatro meses por um grupo de seis senadores democratas e republicanos. Trump rejeitou a proposta em reunião na Casa Branca e voltou ao assunto no último domingo, no Twitter, quando disse que “o Daca está provavelmente morto porque os democratas realmente não querem isso, eles só querem falar e tirar dinheiro que as nossas Forças Armadas precisam desesperadamente”.

Os democratas veem a votação da autorização de gastos do governo como um de seus únicos trunfos na negociação da legislação sobre o Daca. Ativistas e a ala mais à esquerda da sigla pressionam para que os parlamentares se neguem a aprovar o financiamento da administração sem uma medida que resolva a situação desse grupo de imigrantes.

A probabilidade de que houvesse uma paralisação prolongada do governo dos Estados Unidos parecia baixa, na avaliação do economista-chefe para EUA da RBC Capital Markets, Tom Porcelli. Ele lembrou que o presidente americano, Donald Trump, tem controle sobre grande parte dos eleitores que o apoiaram e que, dos assentos do Senado que foram decididos em menos 10% em 2012, Trump ganhou em seis desses Estados atualmente detidos pelos democratas.

Em nota a clientes, Porcelli comenta que tanto democratas quanto senadores sairiam perdendo com uma paralisação da máquina pública. No entanto, o economista aponta que o “shutdown”, termo para se referir à paralisação, não está diretamente relacionado com o teto da dívida, mas sim com o financiamento ao governo. “A falta de aprovação de uma resolução orçamentária de curto prazo não tem relação com o teto da dívida, que mesmo se não for elevado, seria um problema maior somente em março”, disse.

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