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Operação Lava Jato
Portugal confirma extradição de pagador de propinas a Duque, Zelada e Cerveró
Justiça portuguesa negou recursos a Raul Schmidt, preso em março de 2016 na primeira fase internacional da Lava Jato, e determinou transferência para o Brasil
Estadão
29/01/2018 | 13:05

O processo de extradição para o Brasil de Raul Schmidt, preso em março de 2016 na primeira fase internacional da Operação Lava Jato, foi concluído. A Justiça portuguesa negou os recursos do brasileiro, este mês, e determinou que a extradição seja executada, conforme acórdão de dezembro de 2016. A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR) atuou em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU) para garantir a extradição.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

O Ministério da Justiça de Portugal também autorizou o envio de Schmidt ao Brasil e as autoridades portuguesas iniciaram a busca pelo brasileiro, o que pode acarretar, inclusive, a emissão de mandado europeu de detenção.

A autorização atendeu a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba, base e origem da Lava Jato.

A extradição foi autorizada com a condição de que o julgamento no Brasil só ocorra por atos praticados antes da obtenção da nacionalidade portuguesa. Schmidt é brasileiro nato e foi naturalizado português em dezembro de 2011.

Raul Schmidt é investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobrás Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada, todos envolvidos no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa instalado na estatal.

Além de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas aos agentes públicos da Petrobrás, ele também aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal petrolífera.

Antes de sua prisão em março de 2016, Schmidt estava foragido desde julho de 2015.

Ele morou em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, mas, após o início da Lava Jato, se mudou para Portugal em virtude da dupla nacionalidade – em 2014, Raul Schmidt foi entrevistado pelo site do museu Victoria and Albert. Ele foi preso em seu apartamento, localizado em uma região nobre de Lisboa.

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