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Aquecimento global
PIB dos EUA pode cair 10% até 2100 devido a mudanças climáticas, mostra relatório
Texto diz que o clima da Terra está mudando agora mais rápido do que em qualquer ponto anterior da história moderna, e que a ação humana é a responsável direta
Agência Brasil
24/11/2018 | 12:44

As mudanças climáticas já estão impactando os Estados Unidos e reduzirão o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 10% até 2100, caso não sejam adotadas políticas para amenizar os efeitos das alterações climáticas. A conclusão é da 4ª Avaliação Nacional do Clima, um documento feito em conjunto por 13 agências governamentais norte-americanas.

O relatório de 1.656 páginas detalha as consequências devastadoras do aumento das temperaturas globais na economia, na saúde humana e no meio ambiente. O relatório foi lançado no fim da tarde de sexta-feira, 23, durante o feriado nacional de Ação de Graças e tradicional Black Friday.

O texto afirma que o clima da Terra está mudando agora mais rápido do que em qualquer ponto anterior da história moderna, e que a ação humana é a responsável direta pela mudança.

“Os impactos já estão sendo sentidos nos Estados Unidos. Os sinais são tempestades mais poderosas, incêndios florestais mais severos, e aumento das inundações”, diz o documento.

Um exemplo no país são os incêndios que afetam a Califórnia. Nas duas últimas semanas, o estado sofreu um dos maiores incêndios de sua história, com pelo menos 87 mortes confirmadas e 500 desaparecidos.

O relatório afirma ainda que a gravidade do impacto da mudança climática também dependerá de como o país aborda as emissões de gases de efeito estufa e como se adapta ao aumento das temperaturas.

FARSA
Desde antes da eleição em 2016, o presidente Donald Trump já havia se posicionado de forma contrária às políticas globais adotadas em conjunto para amenizar o impacto das mudanças climáticas. Durante a campanha chamou o fenômeno de “ farsa”.

Na quarta-feira, 21, véspera do Dia de Ação de Graças, escreveu novamente no Twitter, citando uma temperatura fria recorde na manhã do Dia de Ação de Graças como mais uma prova de que o fenômeno não está ocorrendo.

Entretanto, segundo estudos anteriores e o documento divulgado ontem, o frio e calor extremos são consequências das mudanças climáticas.

Desde que assumiu o governo Trump desfez ações deixadas pelo governo anterior para controlar a emissão de gases na atmosfera pelo setor enérgetico e retirou os Estados Unidos do Acordo Global sobre o Clima (acordo de Paris).

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