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Comércio

Petróleo bruto dos Estados Unidos fica fora de lista final de tarifas da China

Analista Shane Oliver, da AMP Capital Markets, diz que seria 'um tiro no pé' a imposição de tarifa sobre o petróleo americano. A China depende de importações para 70% de suas necessidades energéticas
Estadão
09/08/2018 | 12:34

A China decidiu ontem impor tarifas de 25% sobre US$ 16 bilhões em importações dos Estados Unidos, mas a lista final de itens atingidos não continha petróleo bruto. A commodity era um dos alvos prováveis da retaliação chinesa, após o governo do presidente americano, Donald Trump, impor tarifas ao país. O Ministério do Comércio em Pequim, porém, não incluiu o item na lista final, sem explicar a omissão. Derivados de petróleo foram incluídos.

Analistas e pessoas do setor avaliam que a decisão pode ser um sinal de moderação da China, diante de sua economia que desacelera, e também da dependência do país do petróleo estrangeiro. O analista Shane Oliver, da AMP Capital Markets, diz que seria “um tiro no pé” a imposição de tarifa sobre o petróleo americano. A China depende de importações para 70% de suas necessidades energéticas, o que subirá a 80% até 2040, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Mas a potência compra apenas 3% de seu petróleo dos EUA, tendo como maiores fornecedores a Rússia e a Arábia Saudita.

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O petróleo dos EUA, porém, tem sido vendido mais barato em boa parte dos últimos dois anos que outros tradicionalmente comprados pela China, que exigem mais refino e são mais poluentes. Uma tarifa contra o petróleo americano também dificultaria ainda mais que Pequim ganhe uma licença dos EUA para comprar petróleo do Irã, contornando as sanções recentes de Washington contra Teerã, diz Dan Eberhart, executivo-chefe da Canary, empresa do setor sediada em Colorado. Fonte: Dow Jones Newswires.