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Parkinson
Morre Paul Bocuse, o ‘papa’ da gastronomia francesa, aos 91 anos
Morte foi confirmada pelo ministro do Interior da França, Gérard Collomb, em seu Twitter
Da Redação
21/01/2018 | 18:45

O renomado chef de cozinha francês Paul Bocuse morreu ontem, aos 91 anos. O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, anunciou neste sábado nas redes sociais que o “Sr. Paul era a França. Simplicidade e generosidade. Excelência e arte de viver.”

Desde 1965, Paul Bocuse tinha três estrelas no Guia Michelin, bíblia da gastronomia mundial, com seu restaurante localizado no subúrbio de Lyon, e era conhecido como o ‘papa’ da gastronomia francesa. O chef também fez crescer seu negócio e suas habilidades na cozinha, construindo um império gastronômico global.

Segundo amigos, Bocuse morreu em seu mais restaurante de Collonges-au-Mont-d’Or, no vilarejo perto de Lyon, na região centro-leste do país. Ele sofria do Mal de Parkinson há duas décadas. Em entrevistas, dizia que tinha três mulheres. Primeiro se casou em 1946 com Raymonde Duvert, 20 anos depois conheceu Raymone Carlut e aos 70 anos se uniu a Patricia Zizza, que gerenciava a sua carreira.

Bocuse começou a se envolver com culinária ainda adolescente. Aos 15 anos, tornou-se aprendiz de Claude Maret. Em 1944, quando chegou à maioridade, se alistou nas Forças Francesas Livres para combater na Alemanha nazista, época em que ganhou a tatuagem que leva no braço esquerdo com a imagem de um galo, feita pelos soldados americanos que lhe atenderam após um ferimento.

Depois da guerra, o jovem Bocuse continuou sua formação e fez amizade com os irmãos-cozinheiros Troisgros e se colocou à disposição de Fernand Point, que ele considera seu “mentor” —e para quem dedicou seus caranguejos de rio gratinados.

Em 1958, abriu seu próprio restaurante, recuperando o L’Auberge du Pont, a loja da família, e que foi rebatizado com seu próprio nome. Em 1965, recebeu a terceira das estrelas, que nunca lhe abandonaram.

A saúde do chef que inspirou a animação “Ratatouille” (2007) fraquejou com o Parkinson, mas ele não perdeu o bom humor. Em 2014, por exemplo, se submeteu a uma complicada cirurgia e, ao se recuperar, disse à sua mulher: “Querida, fui bem-sucedido na vida, mas fracassei na morte”.

 

 

Fonte Veja

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