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Acusação
EUA acusam Síria de planejar ataque químico e ameaçam Assad
Casa Branca afirma que presidente sírio e seu Exército ‘pagarão um preço alto’ se conduzirem ataque com armas químicas; para Kremlin, avisos são inaceitáveis
Agência Estado
27/06/2017 | 11:21

A Casa Branca advertiu o presidente da Síria, Bashar Assad na segunda-feira 26 que ele e seu Exército “pagarão um preço alto” se conduzirem um ataque com armas químicas, e disse que os EUA têm motivos para acreditar que tais preparações estão em andamento.

Casa Branca afirmou em comunicado que os preparativos pelo governo da Síria são semelhantes aos realizados antes do ataque com armas químicas no dia 4 de abril, que matou dezenas de civis e fez com que o presidente americano, Donald Trump, ordenasse o lançamento de um míssil em uma base aérea da Síria.

“Os EUA identificaram possíveis preparações para outro ataque de armas químicas pelo regime de Assad, que provavelmente resultaria no assassinato em massa de civis, incluindo crianças inocentes”, disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. “Se Assad conduzir outro ataque de assassinato em massa usando armas químicas, ele e seu Exército pagarão um preço alto.”

Autoridades da Casa Branca não responderam de imediato a pedidos por comentários sobre potenciais planos de Washington ou sobre os dados de inteligência que deram origem ao comunicado sobre as preparações da Síria.

Apoiado pela Rússia, Assad nega as acusações de que suas forças tenham utilizado armas químicas contra a cidade rebelde de Khan Shikhoun, e afirma que as vítimas foram “100% fabricadas”.

O presidente sírio garante que seu regime entregou em 2013 todas as armas químicas que tinha em seu poder com base no acordo negociado com a Rússia, para evitar a ameaça de um ataque dos EUA. O pacto foi posteriormente referendado em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

A coalizão liderada pelos EUA na Síria apoia as forças que tentam retomar Raqqa das mãos do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), e também ajudam as forças que combatem os jihadistas na cidade iraquiana de Mossul.

O conflito sírio, iniciado em 2011 com protestos contra o regime de Assad, se transformou em uma guerra civil que já deixou 320 mil mortos.

Reação

Os avisos da Casa Branca são inaceitáveis, disse a Rússia nesta terça-feira, 27. “Eu não estou ciente de nenhuma informação sobre uma ameaça de que armas químicas podem ser usadas”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante uma coletiva de imprensa.

“Certamente, nós consideramos tais ameaças para a liderança legítima da República Árabe da Síria inaceitáveis”, afirmou Peskov.

 

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