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Eleição
Em meio a debate sobre imigração, Chile vota para presidente neste domingo
Crise econômica nos EUA, no México e na Espanha tornaram o Chile um lugar atraente para imigração; ex-presidente e opositores debatem sobre o tema
Agência Estado
19/11/2017 | 08:25

O ex-presidente Sebastián Piñera (2010-2014) está próximo de voltar ao poder no Chile. Ele lidera as pesquisas com pouco mais de 40% das intenções de voto em uma campanha marcada pelo fluxo migratório, uma novidade no cenário político chileno, desacostumado à presença de tantos estrangeiros.

Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Chile foi o país latino-americano que proporcionalmente mais recebeu imigrantes. De 2010 a 2015, a população de imigrantes no país aumentou em média 4,9% ao ano, mais do que México (4,2%), Brasil (3,8%) e Equador (3,6%).

Em 2010, 370 mil imigrantes viviam no país. Em 2015, eram 470 mil – um aumento de 27%. A crise econômica nos EUA, no México e na Espanha tornaram o Chile um lugar atraente para imigração. Também contribuem a estabilidade política e a solidez da economia, embora o PIB tenha crescido lentamente com a presidente Michelle Bachelet (1,5% em 2016), menos do que os 4% de 2013, último ano de Piñera.

A chegada de imigrantes é uma novidade para o Chile, isolado do continente pela Cordilheira dos Andes e pelo Deserto do Atacama. Maior símbolo do conservadorismo chileno nos últimos anos, Piñera soube transformar o tema em votos. “Eu não sou xenófobo, mas é preciso ter bom senso. Não tenho por que aceitar qualquer pessoa que queira entrar no Chile”, disse em maio durante um ato de campanha em Antofagasta.

Seu principal adversário nas eleições de hoje, o jornalista e senador Alejandro Guillier, da Força da Maioria, coalizão de centro-esquerda de Bachelet, acusou Piñera de fazer uso eleitoral do tema. Ele defende medidas de integração e políticas educacionais. Mesmo assim, ele elaborou no ano passado um projeto para acelerar expulsão de imigrantes condenados pela Justiça.

Guillier tem 23% das intenções de voto. Parece pouco, mas ele é seguido por uma miríade de candidatos de esquerda, entre eles Beatriz Sánchez (Frente Ampla), Carolina Goic (democrata cristã), Marco Enríquez-Ominami (socialista) que poderiam se aliar em uma aliança contra Piñera no segundo turno, dia 17 de dezembro.

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