O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou grupos racistas, neonazistas e supremacistas brancos nesta segunda-feira, 14, dois dias depois de um ato desses grupos em Charlottesville, na Virgínia, terminar com um atentado contra manifestantes antirracista, que matou uma jovem.
“O racismo é maligno e os que causam violência em nome deles são criminosos, incluindo a KKK, os neonazistas, os supremacistas brancos e outros grupos de ódio repugnantes”, disse o presidente na Casa Branca.

Em seu primeiro pronunciamento sobre a violência na Virgínia, antes de um neonazista jogar um carro contra manifestantes antirracistas, Trump condenou a violência “de muitos lados” no episódio, o que provocou ira de opositores e membros do próprio governo.
Uma declaração mais forte de Trump contra grupos racistas e de extrema direita era desejada por diversos de seus assessores, entre eles seu novo chefe de gabinete, o general da reserva John F. Kelly.
Pela manhã, Trump perdeu o apoio do CEO da farmacêutica Merck, Kenneth Frazier, em virtude de seu posicionamento sobre os protestos na Virgínia.
O executivo, um dos poucos negros no comando de empresas de grande porte nos EUA, deixou o Conselho de Manufatureiros criados por Trump nesta segunda-feira pelo fato de o presidente não ter condenado abertamente até então grupos racistas e neonazistas.
Pouco menos de uma hora depois, Trump criticou Frazier publicamente no Twitter. “Agora que Frazier deixou o conselho teremos mais tempo abaixar os PREÇOS ABUSIVOS DOS REMÉDIOS”, disse.