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Acusação
Coreia do Norte acusa CIA de planejar assassinato de líder do país
Segundo uma declaração, um grupo apoiado pela CIA e pela Agência de Inteligência da Coreia do Sul entrou no país para atacar Jong-un com substância química
Agência Estado
05/05/2017 | 09:10

A Coreia do Norte acusou nesta sexta-feira, 05, a Agência de Inteligência Norte-americana (CIA) de tramar um plano para assassinar o líder do país, Kim Jong Un, em um ataque terrorista que envolveria substâncias bioquímicas.

A acusação, feita ontem pelo Ministério de Segurança do Estado e publicada em um artigo estranhamento comprido na agência estatal de notícias norte-coreana, reflete o estado deteriorado das relações entre Washington e Pyongyang.

A embaixada norte-americana em Seul não respondeu à reportagem. O governo sul-coreano, que o vizinho do norte acusa de agir como cúmplice, também não quis comentar o assunto.

Segundo a Coreia do Norte, agentes norte-americanos e sul-coreanos pagaram trabalhadores norte-coreanos que trabalham na Rússia para detonar uma bomba com substâncias “radioativas” e “nano venenosas” durante uma parada militar na capital do país. O esquema teria objetivo de atingir “o supremo líder” do país, diz o comunicado.

A Coreia do Norte envia centenas de trabalhadores ao exterior para arrecadar fundos para o regime todos os anos. Não se sabe como um deles poderia ter trazido uma bomba e chegado próximo o suficiente de Kim para detoná-la. No mês passados, o governo realizou uma parada militar com milhares de presentes.

Embora o regime acuse regularmente os EUA e a Coreia do Sul de tentar derrubá-lo, as acusações de hoje são poucos usuais, dado o número de detalhes ou sua especificidade.

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