A pessoa se enxerga sempre acima do peso e desenvolve crises de ansiedade que podem levar a um emagrecimento não muito saudável. Estima-se que no Brasil, cerca de 100 mil pessoas sofram dessa condição, sendo que a maioria delas são mulheres. A ex-atriz norte-americana, Rachael Farrokh, de 37 anos, teve uma depressão profunda e desenvolveu um quadro de anorexia grave.
Atualmente, ela pesa 18 quilos e possui 1,70 metro de altura. Seu IMC é de 6,23, sendo que o IMC considerado normal para sua altura é de 18,5 a 24,99. Devido a seu peso ser baixíssimo e à ausência de massa muscular, Rachel não conseguia nem respirar e andar normalmente.Para ajudá-la com as tarefas cotidianas, seu marido,Ron Edmondson, precisou deixar o emprego.

Rachel ingeria 25 calorias por dia, e segundo Ron ela atingiu um ponto crítico antes de chegar nesse estágio:“Foram 10 anos de luta para nós. Ela teve de fazer múltiplas transfusões de sangue, teve trombose, edemas e já passou por falência cardíaca, do fígado e dos rins”. Rachel chegou a gravar um vídeo em 2015 pedindo ajuda para arcar com os custos da internação: “Nunca fui uma pessoa de pedir ajuda, mas preciso da sua, senão, não terei uma chance. Estou pronta para melhorar.”, dizia ela no vídeo.

Com o vídeo, ela buscava arrecadar cerca de 100 mil dólares, cerca de 309 mil reais, e até hoje ela já conseguiu mais 200 mil dólares. Com esse dinheiro, ela conseguiu ser internada em um Hospital em San Diego, na Califórnia, e depois foi transferida para outra clínica em Portugal. Mas antes de ser admitida para o tratamento,muitos hospitais haviam se recusada a ajudá-la pois consideraram seu caso “arriscado demais”.“Meu corpo não respondia a nenhum tratamento porque ninguém entendia que meu cérebro funcionava diferente do meu corpo”, explicou Rachael.
Após 6 meses de tratamento, ela viajou para Washington, nos Estados Unidos, para participar de uma manifestação pela luta contra os distúrbios alimentares. A manifestação visava a pressionar o poder púbico para aprovar uma lei que obrigasse os profissionais da saúde a treinarem para identificar e ajudar no tratamento de pessoas com distúrbios alimentares.
Fonte: Jornal Ciência