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Após demissão de diretor do FBI, Donald Trump busca substituto
Para aliados, James Comey teria interferido nas investigações sobre o uso de e-mails institucionais de Hillary Clinton, a partir de um servidor particular
Leandra Felipe - Agência Brasil
10/05/2017 | 10:58

Um dia após demitir o diretor do FBI, James Comey, (a Polícia Federal norte-americana), o presidente Donald Trump deve indicar nesta quarta-feira 10 um nome para substituir Comey. Ele foi afastado por Donald Trump, na última terça-feira 9, após recomendação do procurador-geral, Jeff Sessions, e do vice-procurador-geral, Rod Rosentein. Para eles, Comey teria interferido nas investigações sobre o uso de e-mails institucionais de Hillary Clinton, a partir de um servidor particular. A imprensa especula sobre o futuro das investigações e sobre a suposta interferência da Rússia nas eleições presidenciais do ano passado.

No entendimento do vice-procurador, Comey teria manipulado as informações sobre o caso do uso dos e-mails por Hillary, ao não permitido que as investigações fossem levadas de maneira correta.

Durante a campanha eleitoral o tema foi um dos mais explorados por Donald Trump e em pelo menos duas ocasiões o próprio diretor afastado afirmou que as investigações sobre os e-mails institucionais enviados por Hillary Clinton não apresentaram dados comprometedores, embora ele mesmo tenha dito que a ex-secretária de estado não foi ética ao acessar e-mails de trabalho de seu computador pessoal.

A demissão de um diretor do FBI é incomum. Comey estava no cargo há 3 anos. O tempo médio para a função é 10 anos. No ano passado logo após o resultado das eleições presidenciais, o ex-presidente Barack Obama, anunciou que o FBI havia encontrado indícios da interferência de hackers russos na campanha presidencial americana.

Em um relatório divulgado pela agência, sob a direção de Comey, também foram apresentados dados de que altos funcionários do governo russo teriam tido contato com assessores de campanha de Donald Trump.

O futuro sobre estas investigações agora é incerto para a imprensa norte-americana. Desde que assumiu o governo Donald Trump tem desqualificado as informações apresentadas pelo FBI sobre as denuncias de interferência russa.

Em diversas ocasiões, ele usou o Twitter para criticar o FBI e o vazamento de informações da agência para a imprensa.

Em geral, Trump chamou as denúncias sobre a interferência russa de “infundadas” e fabricadas.

Desde ontem, democratas se posicionam na mídia norte-americana e pedem a nomeação de um promotor especial para continuar as investigações sobre o envolvimento da Rússia nas eleições do ano passado.

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