{"id":816087,"date":"2023-12-07T08:28:54","date_gmt":"2023-12-07T11:28:54","guid":{"rendered":"https:\/\/agorarn.com.br\/?p=816087"},"modified":"2023-12-07T08:28:54","modified_gmt":"2023-12-07T11:28:54","slug":"prisoes-fortalece-organizado-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/brasil\/prisoes-fortalece-organizado-pesquisador\/","title":{"rendered":"Aumento de pris\u00f5es fortaleceu o crime organizado, avalia pesquisador"},"content":{"rendered":"<p>A moderniza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica nos \u00faltimos 20 anos levou ao aumento exponencial do n\u00famero de pris\u00f5es. Mas o que era visto como \u201crem\u00e9dio\u201d para controlar o crime, h\u00e1 duas d\u00e9cadas acabou fortalecendo o comando de fac\u00e7\u00f5es dentro dos pres\u00eddios. Essa \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o do jornalista e escritor Bruno Paes Manso.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1570983&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1570983&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>\u201cEsse rem\u00e9dio de seguran\u00e7a p\u00fablica acabou produzindo o efeito colateral, que foi o fortalecimento das gangues prisionais e uma moderniza\u00e7\u00e3o da cena criminal do tr\u00e1fico de drogas no Brasil. A gente produziu, imaginando ser um rem\u00e9dio, o nosso veneno. E agora, a gente v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o descontrolada e a gente pede que se dobre a dose do nosso rem\u00e9dio\u201d, critica o pesquisador do N\u00facleo de Estudo da Viol\u00eancia da Universidade de S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">USP<\/a>). Ele esteve em Bras\u00edlia para lan\u00e7amento do seu mais recente livro: \u201cA f\u00e9 e o fuzil: crime e religi\u00e3o no Brasil do s\u00e9culo XXI\u201d.<\/p>\n<p>O livro descortina dois fen\u00f4menos que se ligam \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do Estado nas periferias e comunidades pobres das cidades brasileiras. Por um lado, o Estado \u00e9 omisso no provimento de boas condi\u00e7\u00f5es de moradia e infraestrutura, oferta de servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o, de atendimento m\u00e9dico, de cultura e de lazer. Por outro lado, mant\u00e9m presen\u00e7a estritamente repressiva e violenta contra a popula\u00e7\u00e3o, em nome da guerra ao crime.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desassistida pelo Estado encontra nas igrejas evang\u00e9licas vida social, conforto espiritual e recursos de sobreviv\u00eancia em lugares tomados por mil\u00edcias e fac\u00e7\u00f5es criminosas, que prosperam pela incapacidade de o poder p\u00fablico oferecer seguran\u00e7a a essas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Ganhador do <a href=\"https:\/\/agorarn.com.br\/ultimas\/jabuti-2023-duas-obras-rn-sao-premiadas\/\">Pr\u00eamio Jabuti<\/a> em 2011 com \u201cA Rep\u00fablica das Mil\u00edcias\u201d, Bruno Paes Manso concedeu uma entrevista exclusiva \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. Veja os principais trechos abaixo:<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0&#8211; Observando dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, fica evidente a alta mortalidade em opera\u00e7\u00f5es policiais. Mortes especialmente de pessoas pretas, pobres e perif\u00e9ricas, diga-se. O excesso de viol\u00eancia policial \u00e9 sinal de perda de controle pelos governos estaduais?<\/p>\n<p><strong>Bruno Paes Manso<\/strong>\u00a0&#8211; Eu acho que sim. \u00c9 um sintoma importante da perda de controle. Vai ser o sexto ano seguido do Brasil com mais de 6 mil homic\u00eddios praticados pela pol\u00edcia. E a viol\u00eancia policial foi a semente das mil\u00edcias no Rio de Janeiro. O policial que mata aproveita a vantagem comparativa que tem na cena do crime para ganhar dinheiro com o crime. Isso aconteceu historicamente, desde a \u00e9poca dos esquadr\u00f5es da morte. O policial que tem carta branca para matar usa esse poder e essa condescend\u00eancia para tirar vantagem e ficar rico com isso. O Brasil \u00e9 o pa\u00eds com maior letalidade policial disparada no mundo. E \u00e9 um sintoma do descontrole dos governos sobre suas pol\u00edcias. O Rio de Janeiro \u00e9 o caso mais dram\u00e1tico, mas voc\u00ea tem isso em diversos estados, como na pr\u00f3pria Bahia.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0&#8211; Para os moradores das comunidades, h\u00e1 diferen\u00e7a nas formas de dom\u00ednio exercido pelas mil\u00edcias e pelas fac\u00e7\u00f5es criminosas? Que inferno \u00e9 pior?<\/p>\n<p><strong>Bruno Paes Manso<\/strong>\u00a0&#8211; Olha, essa \u00e9 uma pergunta que, vira e mexe, surge no Rio de Janeiro. No modelo de neg\u00f3cio das mil\u00edcias, muitas vezes os pr\u00f3prios moradores s\u00e3o extorquidos tanto no com\u00e9rcio como em suas as resid\u00eancias, por monop\u00f3lios de neg\u00f3cios que geram lucro excessivo e o morador \u00e9 obrigado a financiar o crime. J\u00e1 o tr\u00e1fico de drogas ganha dinheiro pela venda de drogas a pessoas que querem comprar. Mas com o tr\u00e1fico de drogas ocorrem as opera\u00e7\u00f5es policiais que produzem muitas mortes, viol\u00eancia e descontrole. S\u00e3o dois problemas s\u00e9rios de tiranias armadas exercendo o mando nesses territ\u00f3rios que deveria ser controlado pelo Estado. Os pr\u00f3prios cariocas falavam para mim que viviam um Game of Thrones, uma Guerra dos tronos, onde voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea o Estado como garantidor. Voc\u00ea tem diversos donos de morro lutando e impondo suas vontades pela viol\u00eancia. Ent\u00e3o, \u00e9 o pesadelo e a tirania armada pr\u00e9-moderna. E \u00e9 ruim para todo mundo.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0&#8211; Voc\u00ea estuda viol\u00eancia no Brasil h\u00e1 20 anos. Conhece alguma iniciativa estatal que tenha sido eficiente para reduzir a criminalidade de forma duradoura?<\/p>\n<p><strong>Bruno Paes Manso<\/strong>\u00a0&#8211; Nos \u00faltimos 20 anos ocorreu moderniza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a, com investimento nas pol\u00edcias militares, que s\u00e3o as pol\u00edcias territoriais, que passaram a prender com mais agilidade em flagrante. A Pol\u00edcia Civil tem um papel muito fr\u00e1gil na investiga\u00e7\u00e3o e na compreens\u00e3o da cena, da din\u00e2mica criminal. Ent\u00e3o, se prende muita gente pouco importante. Superlotam as pris\u00f5es que passaram de 90 mil nos anos 1990 para quase 900 mil depois de 30 anos. Essas pris\u00f5es superlotadas, em vez de controlar o crime, passaram a fortalecer os chefes das fac\u00e7\u00f5es dentro das pris\u00f5es, que controlam o crime no interior das pris\u00f5es. Ent\u00e3o, esse rem\u00e9dio de seguran\u00e7a p\u00fablica acabou produzindo o efeito colateral, que foi o fortalecimento das gangues prisionais e uma moderniza\u00e7\u00e3o da cena criminal do tr\u00e1fico de drogas no Brasil. Ent\u00e3o, a gente produziu imaginando ser um rem\u00e9dio, mas \u00e9 o nosso veneno. E agora, a gente v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o descontrolada e a gente pede que se dobre a dose do nosso rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es isoladas [de sucesso], principalmente voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios. Tivemos o Pacto pela Vida [programa criado em 2007] em Pernambuco, que o governador focou na redu\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios. Foram situa\u00e7\u00f5es bem-sucedidas que mudam o comportamento, pelo menos que seja momentaneamente, do tr\u00e1fico de drogas. Porque as drogas v\u00e3o continuar sendo vendidas, mas se voc\u00ea tiver um tr\u00e1fico que n\u00e3o mata e que n\u00e3o exerce a tirania nos territ\u00f3rios, j\u00e1 \u00e9 uma redu\u00e7\u00e3o de danos importante. Em alguns momentos caminhou para esse sentido. H\u00e1 tamb\u00e9m o trabalho de servi\u00e7o social nos territ\u00f3rios da paz no Par\u00e1, onde o Estado chega por outras formas, com equipamentos de arte, cultura e tudo mais. Essas iniciativas s\u00e3o muito isoladas. A guerra ao crime, com a superlota\u00e7\u00e3o do sistema prisional, \u00e9 a base da nossa pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica. A gente n\u00e3o aceita grandes mudan\u00e7as alternativas de pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0\u2013 A opera\u00e7\u00e3o de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo governo federal para portos e aeroportos em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro e o aumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o policial nas fronteiras do MT, MS e PR ter\u00e3o alguma repercuss\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o da criminalidade nas comunidades?<\/p>\n<p><strong>Bruno Paes Manso<\/strong>\u00a0&#8211; Eu acho que a GLO foi uma tentativa de dar uma resposta naquele momento da crise\u00a0que levou \u00e0 morte dos m\u00e9dicos\u00a0[na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro]. Os Estados Unidos t\u00eam 3 mil quil\u00f4metros de fronteira e investe bilh\u00f5es de d\u00f3lares para tentar fazer esse tipo de trabalho. E n\u00e3o consegue. A fronteira com o M\u00e9xico continua sendo um desafio e s\u00e3o 3 mil quil\u00f4metros. O Brasil tem 17 mil de fronteira e um \u00ednfimo de investimento. Para lidar com isso, n\u00e3o \u00e9 esse o caminho. A atua\u00e7\u00e3o tem que ser numa outra esfera, num outro tipo de trabalho. Eu acho que foi um equ\u00edvoco, de fato. Ainda mais, mais uma vez, trazer as For\u00e7as Armadas para lidar com o problema. E \u00e9 mais um desvio de assunto para que aparentemente, as coisas continuem como est\u00e3o, fingindo que est\u00e1 trabalhando um teatro de a\u00e7\u00e3o para que, no fundo, as coisas continuem iguais.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0\u2013 A aus\u00eancia estatal para prover seguran\u00e7a, mas tamb\u00e9m ensino de qualidade, atendimento \u00e0 sa\u00fade e lazer, antecede o crescimento de igrejas evang\u00e9licas?<\/p>\n<p><strong>Bruno Paes Manso<\/strong>\u00a0&#8211; O desafio \u00e9 viver em cidades onde cada vez \u00e9 mais importante ter dinheiro para sobreviver. Dinheiro \u00e9 a diferen\u00e7a entre vida e morte. \u00c9 oxig\u00eanio. E voc\u00ea precisa ter uma vis\u00e3o empreendedora dos desafios de sobreviver \u00e0 mis\u00e9ria. Os evang\u00e9licos oferecem um prop\u00f3sito de vida. Isso \u00e9 muito importante. Eles oferecem autoestima a partir da cren\u00e7a em Cristo. Oferecem\u00a0<em>networking<\/em>\u00a0para conseguir trabalho. Autocontrole e disciplina \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de prosperar numa sociedade onde cada vez mais \u00e9 importante ganhar dinheiro. E a\u00ed eles surgem com toda essa nova ideia de mundo e ideia de vida, oferecendo um prop\u00f3sito e ordem para uma vida muito desafiadora. E foi abra\u00e7ada, de uma forma geral, pelos brasileiros, porque realmente oferecem instrumentos para sobreviver nesse mundo muito ligado ao capital e ao e liberalismo, ao mercado e com estados cada vez mais fr\u00e1geis.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0\u2013 H\u00e1 rela\u00e7\u00f5es entre crime e f\u00e9 nas periferias? Como o discurso da viol\u00eancia e o discurso evang\u00e9lico se articulam?<\/p>\n<p><strong>Bruno Paes Manso<\/strong>\u00a0&#8211; Eu acho que, de uma forma geral, a Igreja ainda \u00e9 uma porta de sa\u00edda importante da cena criminal. O criminoso entra no crime muitas vezes ativado pelo desafio da sua masculinidade. Com esse tipo de discurso, o cara entra no crime, come\u00e7a a perceber que foi seduzido por um engano. Porque, na verdade, ele se afasta dos amigos, dos parentes, dos afetos. Passa a viver uma vida tamb\u00e9m sem sentido, em busca de um dinheiro vazio que ele percebe que n\u00e3o faz sentido nenhum. E ele quer uma porta de sa\u00edda. \u00c9 reconstruir a identidade. A Igreja oferece isso, oferece a possibilidade do arrependimento. A partir do momento que se arrepende, voc\u00ea pode ser perdoado. A partir do momento em que voc\u00ea \u00e9 perdoado e abra\u00e7a Jesus, voc\u00ea tem uma nova identidade e voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 essencialmente mau. Voc\u00ea estava sendo influenciado pelo dem\u00f4nio e agora que abra\u00e7ou Cristo, voc\u00ea pode renascer do zero.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 a base da igreja e continua sendo a base, mas, ao mesmo tempo, dialoga muito com o crime. O PCC passou a oferecer um sentido de vida tamb\u00e9m falando \u201colha, em vez de voc\u00ea ser um bandido ego\u00edsta e bicho solto, voc\u00ea vai fazer parte de um novo consciente criminal que vai ter uma vis\u00e3o coletiva do crime, o crime fortalecendo o crime. Voc\u00ea vai obedecer regras do crime. Voc\u00ea vai ser um bandido sangue bom, vai prosperar assim, dessa forma e tamb\u00e9m vai renascer na atividade criminal\u201d. Muitos dos elementos da igreja foram usados para criar esse novo prop\u00f3sito, essa nova ordem do crime, e eles passam a dialogar a partir da prosperidade e da capacidade de ganhar dinheiro e de sobreviver nesse mundo.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0\u2013 O Rio de Janeiro \u201cexportou\u201d o modo de funcionamento do crime com as fac\u00e7\u00f5es? O mesmo pode acontecer com as mil\u00edcias? Em outros lugares j\u00e1 ocorre a dial\u00e9tica entre f\u00e9 e crime?<\/p>\n<p><strong>Bruno Paes Manso<\/strong>\u00a0&#8211; O Rio tem suas especificidades. E l\u00e1 teve o Complexo de Israel, que um traficante come\u00e7ou a controlar cinco favelas a partir de um discurso religioso. Ele falava ser um traficante ungido de Deus, que sonhou com Deus, que deu um prop\u00f3sito nessa luta do bem contra o mal. E a partir da\u00ed ele passou a se expandir para outros territ\u00f3rios. Com esse discurso que ele era um traficante que representava o bem. Eu n\u00e3o acho que isso v\u00e1 ser exportado para outros lugares, porque eu acho que a diferen\u00e7a entre crime e trabalho ainda \u00e9 muito presente no resto do Brasil. Mas existe um di\u00e1logo. Existe um di\u00e1logo que a partir do momento que voc\u00ea faz parte do mercado, voc\u00ea oferece empregos, voc\u00ea tem empresas formais e voc\u00ea vai \u00e0 igreja. Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inserido na sociedade e \u00e9 aceito e pode financiar campanhas [pol\u00edticas]. E isso come\u00e7a a fazer parte do dia a dia da cena pol\u00edtica e econ\u00f4mica brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A moderniza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica nos \u00faltimos 20 anos levou ao aumento exponencial do n\u00famero de pris\u00f5es. Mas o que era visto como \u201crem\u00e9dio\u201d para controlar o crime, h\u00e1 duas d\u00e9cadas acabou fortalecendo o comando de fac\u00e7\u00f5es dentro dos pres\u00eddios. 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