{"id":815795,"date":"2023-12-06T10:21:18","date_gmt":"2023-12-06T13:21:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agorarn.com.br\/?p=815795"},"modified":"2023-12-06T10:21:18","modified_gmt":"2023-12-06T13:21:18","slug":"percentual-de-pessoas-pobreza-cai-316-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/brasil\/percentual-de-pessoas-pobreza-cai-316-2022\/","title":{"rendered":"Percentual de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza cai para 31,6% em 2022"},"content":{"rendered":"<p>O percentual de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022, enquanto a propor\u00e7\u00e3o de pessoas em extrema pobreza caiu de 9% para 5,9%, neste per\u00edodo.\u00a0 Os dados est\u00e3o na S\u00edntese de Indicadores Sociais 2023: uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira, divulgada hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (<a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\">IBGE<\/a>).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1570636&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1570636&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Em 2022, havia 67,8\u00a0milh\u00f5es de pessoas na pobreza e 12,7\u00a0milh\u00f5es na extrema pobreza. Frente a 2021, esses contingentes recuaram 10,2\u00a0milh\u00f5es e 6,5 milh\u00f5es de pessoas, respectivamente.<\/p>\n<p>De 2021 a 2022, a extrema pobreza e a pobreza recuaram em todas as regi\u00f5es, em especial no Norte (-5,9 ponto percentual e -7,2\u00a0 ponto percentual, respectivamente) e no Nordeste (-5,8\u00a0 ponto percentual e -6,2 ponto percentual).<\/p>\n<p>Em 2022, entre as pessoas com at\u00e9 14 anos de idade, 49,1% eram pobres e 10%, extremamente pobres. Na popula\u00e7\u00e3o com 60 anos ou mais, 14,8% eram pobres e 2,3%, extremamente pobres.<\/p>\n<p>Entre as pessoas de cor ou ra\u00e7a preta ou parda, 40% eram pobres em 2022, um patamar duas vezes superior \u00e0 taxa da popula\u00e7\u00e3o branca (21%).<\/p>\n<p>O arranjo domiciliar formado por mulheres pretas ou pardas, sem c\u00f4njuge e com filhos menores de 14 anos concentrou a maior incid\u00eancia de pobreza: 72,2% dos moradores desses arranjos eram pobres e 22,6% eram extremamente pobres.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de extrema <a href=\"https:\/\/agorarn.com.br\/ultimas\/rn-pobre-estado-rico-diogenes-da-cunha-lima\/\">pobreza<\/a> chegou a 67% em 2022. J\u00e1 a renda do trabalho foi respons\u00e1vel por apenas 27,4% do rendimento deste grupo.<\/p>\n<p>\u201cQuando a an\u00e1lise considera a renda dos domic\u00edlios com os menores rendimentos, o peso dos benef\u00edcios de programas sociais se torna mais relevante, al\u00e9m de apresentar maior oscila\u00e7\u00e3o em anos recentes. Para aqueles domic\u00edlios com o rendimento domiciliar\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0de at\u00e9 um quarto de sal\u00e1rio m\u00ednimo, a participa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios de programas sociais chegou a 44,3% do rendimento total em 2022, o que representou crescimento em rela\u00e7\u00e3o a 2021, quando o peso desses benef\u00edcios foi 34,5%, mas manteve-se abaixo do verificado para 2020 (46,7%)\u201d, diz o IBGE.<\/p>\n<p>Entre os domic\u00edlios considerados pobres, os benef\u00edcios de programas sociais representavam 20,5% dos rendimentos e a renda do trabalho, 63,1%.<\/p>\n<p>Os impactos da aus\u00eancia hipot\u00e9tica dos programas sociais teriam elevado em 12% a propor\u00e7\u00e3o de pobres do pa\u00eds em 2022, que passaria de 31,6% para 35,4%. J\u00e1 a extrema pobreza teria sido 80% maior em 2022, passando de 5,9% para 10,6% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o existissem programas sociais, o \u00edndice de Gini que mede a desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de renda, teria sido 5,5% maior, passando dos atuais 0,518 para 0,548.\u00a0 O \u00cdndice de Gini \u00e9 um instrumento para medir o grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda, apontando a diferen\u00e7a entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O \u00edndice varia de zero a um, sendo que zero representa a situa\u00e7\u00e3o de igualdade, ou seja, todos t\u00eam a mesma renda. J\u00e1 o um significa o extremo da desigualdade, ou seja, uma s\u00f3 pessoa det\u00e9m toda a riqueza.<\/p>\n<h2>Condi\u00e7\u00f5es de moradia<\/h2>\n<p>A maior parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira (64,6%) vive em domic\u00edlios pr\u00f3prios e j\u00e1 pagos. Esse percentual vem caindo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 2016 (67,8%).<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o de domic\u00edlio alugado aumentou, saindo de 17,3% em 2016 para 20,2% em 2022. Entre a popula\u00e7\u00e3o mais pobre, esse percentual foi 18,3%, 4,0 p.p acima de 2016. Entre os mais ricos, foi de 21% em 2022, 3,2 p.p. acima de 2016.<\/p>\n<p>Em 2022, faltava documenta\u00e7\u00e3o para 13,6% das pessoas que viviam em domic\u00edlios pr\u00f3prios, ou 9,6% do total da popula\u00e7\u00e3o. Essa propor\u00e7\u00e3o caiu 2 pontos percentuais ante 2019 (11,6%).<\/p>\n<p>Entre a popula\u00e7\u00e3o mais pobre, 18,5% vivem em domic\u00edlios pr\u00f3prios sem documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00d4nus excessivo com aluguel atingia 23,3% da popula\u00e7\u00e3o residente em domic\u00edlios alugados (4,7% do total da popula\u00e7\u00e3o). Essa vulnerabilidade atinge mais \u00e0 mulher sem c\u00f4njuge com filho de at\u00e9 14 anos (14,2%), os arranjos unipessoais (9,6%) e a popula\u00e7\u00e3o mais pobre (9,7%).<\/p>\n<p>Na popula\u00e7\u00e3o de menor rendimento, 13,8% sentiam inseguran\u00e7a em sua resid\u00eancia e 29,8%, em seu bairro. Entre a popula\u00e7\u00e3o com maior rendimento, esses percentuais eram 6,9% e 25,1%, respectivamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O percentual de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022, enquanto a propor\u00e7\u00e3o de pessoas em extrema pobreza caiu de 9% para 5,9%, neste per\u00edodo.\u00a0 Os dados est\u00e3o na S\u00edntese de Indicadores Sociais 2023: uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira, divulgada hoje (6) pelo Instituto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":815796,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[5,17],"tags":[],"class_list":["post-815795","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/815795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=815795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/815795\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=815795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=815795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agorarn.com.br\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=815795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}