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Investigação
Vazamento de óleo pode ter partido de navio irregular, diz Marinha
Almirante explicou, entretanto, que as pesquisas se regeneram com novos dados a todo momento e que nenhuma possibilidade foi descartada
Redação
23/10/2019 | 03:00

O comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, afirmou nesta terça-feira, 22, que o causador do derramamento de óleo nas praias do Nordeste pode ser um “dark ship” – navio de transporte irregular –, que, por algum motivo, descartou a carga no litoral da região.

Segundo ele, a Marinha investiga 30 embarcações de 10 países que podem ser as responsáveis pelo derramamento de óleo registrado no litoral do Nordeste. “O mais provável é a probabilidade de um ‘dark ship’”, indicou o comandante, em coletiva de imprensa ocorrida em Brasília.

O almirante também afirmou que não há indícios de que o vazamento tenha envolvimento do governo ou de indústria venezuelana. “O petróleo é de origem venezuelana, mas não quer dizer que tenha envolvimento de qualquer setor responsável tanto no público quanto no privado na Venezuela”, disse.

No Rio Grande do Norte, que teve 43 pontos com óleo registrados ao longo dos últimos 30 dias, o governo estadual tomou ações para evitar que a poluição atinja estuário de rios. Segundo a Defesa Civil do Estado, amostras de óleo retiradas nas proximidades da foz do Rio Pirangi, entre as cidades Parnamirim e Nísia Floresta, serão analisadas para determinar as propriedades do material betuminoso.

“Há o laboratório do IFRN que emite laudos de balneabilidade, e houve o pedido para identificar o perfil do óleo encontrado”, aponta o tenente-coronel Marcos Carvalho, coordenador da Defesa Civil. A partir do resultado do estudo, o poder público vai definir as ações limpeza, que ficarão sob a responsabilidade da Petrobras e do Ibama.

Ainda segundo ele, o gabinete de crise criado para gerenciar o trabalho de monitorar o avanço das manchas de óleo nas praias potiguares aponta que estão sendo realizadas 17 atividades com relação ao assunto. “Vamos executar 11 ações de resposta nas praias, com medidas de fiscalização e limpeza, bem como há seis ações mitigatórias, para a prevenção e proteção dos estuários”, diz.

Além disso, a poluição atingiu corais e sedimentos marinhos e foram encontradas nos parrachos de Pirangi do Sul, litoral leste do Rio Grande do Norte. A análise foi feita pelo Laboratório de Geologia e Geofísica Marítima e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A presença de óleo foi identificada em corais a três metros de profundidade. “Esse é um alerta importante, pois aparentemente o óleo não está mais apenas na superfície. É necessário um estudo mais detalhado para verificar se o produto está em profundidades e dimensões maiores”, destaca a coordenadora Helenice Vital.

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