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Saúde
Saiba se seu filho tem Transtorno Opositivo-Desafiador
Características surgem durante a infância e podem se intensificar até o final da adolescência, muitas vezes acompanhadas de ansiedade
Redação
27/07/2020 | 18:30

Se seu filho ou filha apresenta comportamento agressivo, desafiador, antissocial e impulsivo e irrita-se facilmente, é possível que tenha o chamado Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD). Estas características surgem durante a infância e podem se intensificar até o final da adolescência, muitas vezes acompanhadas de ansiedade.

Em alguns casos, sobretudo quando não há intervenção, o TOD tende a continuar pela vida inteira. Ainda não há causa específica comprovada, mas acredita-se que predisposições genéticas, fatores psicológicos e o ambiente social são potencializadores do transtorno.

A cura também é desconhecida, mas estudos mostram a diminuição dos comportamentos com o tratamento adequado, possibilitando mais qualidade de vida.

De acordo com Gleison Souza, psicólogo do Núcleo Desenvolve, é importante saber, antes de tudo, a diferença entre uma criança desobediente e uma opositora. “Algo que facilita a diferenciação é a frequência, intensidade e generalização dos comportamentos” explica.

“É possível observar no indivíduo com TOD uma intensa dificuldade em seguir regras e conselhos de pessoas que tenham um papel de autoridade na sua vida, principalmente pais e educadores”, completa.

O psicólogo alerta, ainda, que o transtorno afeta a habilidade de desenvolver atividades coletivas, já que frequentemente os opositores expressam comportamentos agressivos e sentimentos de vingança. “A vida escolar, por exemplo, é permeada por desavença”, reforça. “Em alguns casos, a criança passa a ser excluída pelos colegas, chegando a ser vítima de bullying”.  

O diagnóstico do TOD deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, levando em consideração o histórico comportamental da criança. “É muito importante o envolvimento dos pais e educadores neste processo”, afirma Gleison.

“As intervenções comportamentais baseadas em evidências têm mostrado resultados significativos, mas em alguns casos uma abordagem medicamentosa se faz necessária para auxiliar a terapia na diminuição da agressividade”, diz.   

Para o psicólogo, a maioria das famílias segue um padrão hierárquico imposto pela sociedade, o que acaba gerando um ambiente social cheio de gatilhos que estimulam ainda mais um comportamento opositor, mas isto não pode ser visto como uma sugestão para ofertar uma vivência sem regras. 

“Criar formas alternativas de impor normas; proporcionar a participação da criança ou adolescente nas decisões, quando possível; aumentar os elogios; reforçar os comportamentos positivos e diminuir a atenção sobre os inadequados são possibilidades que podem ajudar os pais”, indica Gleison.

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