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Saúde emocional
Saiba como a terapia ocupacional pode ajudar a lidar com o isolamento
Promovendo a prevenção, tratamento e reabilitação de crianças, adolescentes e adultos com alterações cognitivas, afetivas e psicomotoras, a terapia ocupacional é uma grande aliada na autonomia e independência destes indivíduos
Redação
09/06/2020 | 16:10

Promovendo a prevenção, tratamento e reabilitação de crianças, adolescentes e adultos com alterações cognitivas, afetivas e psicomotoras, a terapia ocupacional se tornou uma grande aliada na autonomia e independência destes indivíduos. Durante a pandemia, não é diferente: a atividade tem sido muito importante para a manutenção da rotina e da saúde mental.

Dentro do Treino de Atividades de Vida Diárias (AVDS), o/a terapeuta ocupacional pode simular tarefas de higiene pessoal, vestir-se, alimentar-se de forma independente etc.

“Para a criança, por exemplo, o foco é dar condições para que, dentro de suas potencialidades, tenha hábitos de independência que lhe permitam participar ativamente do ambiente em que vive, seja residencial, escolar ou comunitário”, explica a terapeuta ocupacional Karla Guerra, do Núcleo Desenvolve.

“É importante que o paciente faça suas próprias descobertas através da manipulação e exploração do ambiente físico-social”, completa Karla. “Para isso, podem e devem ser trabalhadas também situações referentes à saúde, segurança e atividades domésticas”, destaca.

Em tempos de confinamento, a terapia ocupacional auxilia na reorganização da rotina considerando a nova realidade, trabalhando inclusive com idosos, com incentivo às atividades diárias e sugestões de ocupações, motivando, promovendo saúde mental e facilitando o isolamento.

“Há uma quebra na rotina diária, onde precisamos retirar algumas atividades que antes existiam e inserir outras para substituí-las sem perdas ao indivíduo”, acrescenta a profissional. “No caso de crianças e adolescentes, procuramos adaptar melhor a rotina, criando um ambiente favorável para o seu melhor desenvolvimento sem declínios cognitivos ou regressão no tratamento”.

Dependendo da necessidade da criança, Karla indica algumas atividades que podem criar uma rotina de estimulação em casa, para os diversos sistemas:

Vestibular (órgãos do ouvido interno responsáveis pela detecção de movimentos do corpo, contribuindo para a manutenção do equilíbrio) –  Atividades de subir e descer, escorregar, girar e rodar;

Proprioceptivo (permite ao indivíduo perceber a localização, posição e orientação do corpo no espaço, reconhecendo a força exercida pelos músculos e o movimento das articulações sem utilizar a visão) – Atividades de jogar bola no alvo, bater palmas e empurrar objetos;

Tátil (percepção das características de um objeto por meio da pele) – Atividades com textura, consistência, peso, tamanho ou temperatura, como, por exemplo, brincar com areia, bolinhas de gel, massinha etc.

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