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Educação
Professores rejeitam proposta do governo e decidem entrar em greve
Prazo para implantação do reajuste e pagamento de retroativo foram os pontos de discordância
Redação
05/03/2020 | 05:00

Os professores da rede estadual de ensino deflagraram, nesta quarta-feira (4), uma greve por tempo indeterminado. Em assembleia geral da categoria realizada na Escola Estadual Winston Churchill, em Natal, os educadores decidiram não acatar a proposta que o governo havia apresentado na véspera para pagar o novo piso salarial da categoria.

Na terça-feira (3), o governo sugeriu repassar os 12,84% de aumento que foram definidos em janeiro pelo Ministério da Educação de forma parcelada. A proposta da governadora Fátima Bezerra era conceder o aumento para os servidores da ativa em três vezes de 4,11%: em junho, setembro e dezembro. Para os aposentados, as mesmas alíquotas seriam atribuídas em agosto, outubro e dezembro.

Ainda segundo a proposta, o pagamento do retroativo ao mês de janeiro de 2020 seria feito em 24 parcelas.

Na semana passada, os professores já tinham rejeitado uma primeira proposta de pagamento escalonado. A gestão estadual tinha sugerido dar um aumento de 4,28% em maio deste ano, mais 4,28% em janeiro do ano que vem e outros 4,28% em abril de 2021.

Apesar da melhora, a nova proposta – que inclui o reajuste todo dentro do ano de 2020 – continuou desagradando. O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), José Teixeira, declarou que a categoria vai elaborar uma contraproposta que deve ser entregue ao governo nos próximos dias. “Não vamos defender essa proposta (do governo) e vamos construir outra”, destacou o professor.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Seec) disse que respeita a decisão dos professores, mas que o “canal de diálogo” continua aberto. A pasta afirma que há margem para negociação e que aguarda uma contraproposta do sindicato dos educadores. A secretaria pediu, contudo, cautela diante do “atual cenário econômico do Estado”. Desde janeiro de 2019, está em vigor um decreto que reconhece situação de calamidade nas finanças públicas do RN.

Na assembleia geral desta quarta-feira, o ponto que gerou maior discordância entre os professores diz respeito ao pagamento do retroativo.

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