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Repercussão
Procuradora do Estado publica desabafo sobre demolição do Reis Magos
Marjorie Madruga atuou em ações que pediam o tombamento do hotel, que foi demolido nesta quarta-feira
Redação
09/01/2020 | 18:09

Procuradora do Estado do Rio Grande do Norte, Marjorie Madruga desabafou em uma rede social após a demolição do prédio onde funcionava o Hotel Reis Magos, na Praia do Meio, Zona Leste de Natal, nesta quarta-feira, 8. A autorização para derrubada do prédio foi dada na manhã do mesmo dia pela Justiça, após não ter retorno do Governo do Estado sobre o processo administrativo em que era discutido o tombamento.

Conhecida por convocar pessoas para se juntarem a ela em favor do tombamento do prédio, Marjorie intitulou sua postagem como “O Dia”. “8 de janeiro de 2020 (..) será lembrado, para sempre, como o dia em que a esperança foi assassinada, a fé arruinada, o direito ao sonho roubado violentamente, o abandono premiado, a omissão pública beneficiada, a memória rasgada”, introduziu.

Marjorie descreveu que “os valores materiais venceram os valores humanos” alegando que a demolição foi um momento em que “os ricos triunfaram sobre os pobres mais uma vez”. Para ela, a última quarta-feira foi o dia em que o direito à história “virou escombros, a memória se tornou pó”.

Em alusão aos santos que dão nome ao hotel – e são co-padroeiros de Natal – Marjorie postou que “a ética evaporou-se e a justiça abriu mão de si mesma. (…) A sensibilidade esfumaçou e até a estrela guia dos Reis Magos foi apagada do céu”. A imagem dos Reis Magos foi uma das primeiras estruturas do local a serem derrubadas.

Um trecho da canção “O Bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Zizi Possi, foi utilizado para retratar acontecido. Em outro momento, ela cita uma canção de Cazuza, ao utilizar a frase “eu vi a cara da morte”.

Metaforicamente, Marjorie contextualizou que viu “restos de humanos, fragmentos de verdades, blocos inteiros de mentiras, gente feita de ferrugem”. E completou dizendo que comtemplou “sorrisos privados fazendo festa com o interesse público, o coletivo virar escombros”, mas não citou nomes.

Marjorie concluiu dizendo que a demolição foi a morte da Arquitetura Modernista Brasileira e de um patrimônio cultural pertencente à coletividade. “O RN nunca esquecerá! A história jamais perdoará!”. E finalizou assinando com “Marjorie Madruga (cidadã potiguar)”.

Veja depoimento da procuradora no Facebook.

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