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Projeto
Parque é estratégico na área de ciência e tecnologia, avalia reitora da UFRN
Reitora da UFRN revela que neste mês de maio, a Prefeitura de Natal deve enviar a iniciativa para apreciação e votação na Câmara Municipal
Boni Neto
23/05/2017 | 06:20

O Parque Tecnológico Metrópole Digital, que será implantado no entorno da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), nunca esteve tão perto de sair do papel. Maior objetivo do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), o parque está “estacionado” na Prefeitura de Natal. De acordo com a própria faculdade, o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) prometeu que, após os pareceres jurídicos serem apreciados – o que já aconteceu –, a proposta de projeto seria enviada à Câmara Municipal de Natal ainda neste mês de maio. Na Casa dos Vereadores, a ideia se transformaria em projeto de lei a ser votado pelos parlamentares. A UFRN segue na expectativa para que sua iniciativa receba sinal verde. A instalação do Parque permitirá a criação de novas empresas pelo conhecimento dos pesquisadores da faculdade e de instituições que se instalem no parque em busca de desenvolvimento tecnológico, econômico e social. O Agora Jornal entrevistou a reitora da instituição, Ângela Paiva, para conhecer mais desta missão de fomentar a criação de um polo de desenvolvimento em Tecnologia da Informação (TI), no estado.

“É um dos projetos mais estratégicos da área de Ciência e Tecnologia e que está bem avançado, juntamente a outro movimento em parceria com o Governo do Estado, dentro do programa ‘RN Sustentável’ para ter um parque em outras áreas, incluindo Tecnologia. Atualmente, estamos tratando com a prefeitura que se encaminhe o projeto de lei para aprovação da Câmara. A ideia é utilizar nossas cinco incubadoras, onde já temos cerca de 50 projetos, iniciais ou de empresas de negócios. Temos pela Inova Metrópole sete empresas de TI que já se qualificaram e estão graduadas e atuando no mercado. Temos produtos que precisam ser produzidos pelo setor industrial, portanto, necessitamos atrair empresas nacionais e internacionais nas proximidades da UFRN para esse importante desenvolvimento tecnológico”, pontuou Ângela.

Para a reitora, a aprovação desse projeto de lei “é muito importante” porque as empresas poderão ter um incentivo fiscal para se fixarem em Natal e, com isso, desenvolverem os produtos dessas incubadoras ou empresas, de modo que cheguem à sociedade. “O Parque Tecnológico tem o aspecto de gerar empregos; tem um impacto social muito forte. Com o parque instalado, geraremos empregos de alto nível – não básicos –, vagas de mão de obra qualificada. É uma tarefa importante para a Câmara avaliar do ponto de vista de desenvolvimento econômico e social”, declarou.

“60 anos é idade madura; UFRN é definidora em qualquer setor econômico e social do RN

Fundada em 1958, a UFRN completa 60 anos em 2018. Duas comissões foram formadas para fazer os preparativos do festejo. Uma comissão, presidida pelo professor Tarcísio Gurgel, cuidará do planejamento; uma segunda, o executará. A ideia é que a fase de planejamento perdure por mais um mês. “Nossa proposição é dar nesses 60 anos relevo aos dez últimos, porque no aniversário de 50 anos celebramos diversas conquistas e avanços da universidade. No ano que vem, vamos celebrar os marcos dessa história e destacar o que aconteceu nesses últimos dez anos, que estão basicamente estruturados no nosso Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)”, disse Ângela Paiva, que ainda frisou a importância da data.

“Sessenta anos para uma universidade brasileira significa o aniversário de uma instituição madura. No resto do mundo, a universidade é uma instituição milenar, no Brasil é muito mais recente. A presença e participação da universidade no Rio Grande do Norte é muito importante e definidora. Hoje, em qualquer setor econômico ou social, você encontra ex-alunos protagonizando uma diferença no campo profissional. É uma celebração desse patrimônio que o estado e os que fazem a universidade souberam construir”, comemorou.

Interiorização, inclusão social, esporte e sustentabilidade são metas dos projetos da UFRN

Dentre os principais projetos em andamento na UFRN, a reitora elencou ideias alinhadas em sua gestão, bem como alguns de expansão, incluindo pesquisas nessa área de inovação tecnológica em parcerias com a secretaria de Segurança do RN e da Educação. Há, por exemplo, o plano de internacionalização e interiorização da universidade. Para Ângela, um dos avanços mais significativos no âmbito regional foi reabrir o campus do município de Santa Cruz, bem como a implementação de cursos como Psicologia e Medicina, este último em Caicó, Currais Novos e Santa Cruz. “Consolidar a oferta de formação médica no interior é importante”, avalia, informando, também, que Universidade Federal possui, hoje, mais de 500 alunos deficientes. O número é motivo de orgulho para a reitora, que analisa como “muito forte” o plano de inclusão social viabilizado pela faculdade.

No tocante a obras, a UFRN tem em sua área de esportes “um projeto bastante diferenciado”. Ângela explicou que a universidade possui planos arquitetônicos e de engenharia em andamento para complementação do parque poliesportivo e criação de ambientes de esporte no interior do estado; mas esporte não é o único interesse da instituição, que mira a sustentabilidade com a missão de trabalhar energia de forma mais contundente. No orçamento de 2017 da UFRN, foi colocada uma parte destinada à eficiência energética e sustentabilidade, para realizar uma troca seriada de lâmpadas normais por LEDs e começar uma produção de energia renovável em substituição ou complemento à energia elétrica.

“Desafio de definir estratégias de desenvolvimento sustentável para o país”

Não apenas reitora da maior universidade do estado, Ângela Paiva foi nomeada pela Casa Civil para ocupar uma cadeira na Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável. O órgão criou um edital para que diversas entidades e organizações brasileiras se candidatassem para compor o colegiado que tem como missão definir estratégias para ações e políticos que alcancem os objetivos do desenvolvimento sustentável do país. A Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) se candidatou como representação da sociedade civil, e a reitora acabou indicada para se colocar à disposição da comissão.

“É uma grande responsabilidade. Temos obrigação de participar quando somos chamados para contribuir. Aqui dentro da universidade, temos muita pesquisa, conhecimento e agentes que cobram esse posicionamento de nível nacional em relação à sustentabilidade. Isso é importante também porque as universidades federais são avaliadas também do ponto de vista de sua responsabilidade social. Nossos planos de desenvolvimento e gestão contêm ações viabilizando o desenvolvimento sustentável; temos comissões de ética na pesquisa, considerando em nossos planos a sustentabilidade ambiental; nossos projetos arquitetônicos têm que respeitar as leis defendidas pelas questões ambientais, e tudo isso está em nosso fazer administrativo e acadêmico. Temos tantas demandas, mas também conhecimento construído para podermos contribuir e levá-lo para essa discussão nacional na proposição das políticas e do controle social – o que trará, evidentemente, uma contribuição também para o nosso estado”, encerrou.

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