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Dia de São José
Outono começa com promessa de retomada de chuvas no interior
Nova estação do ano começa oficialmente nesta terça-feira, 20, e previsão é que volte a chover até o final da semana. Regiões Oeste e Central deverão ser as mais beneficiadas
Ciro Marques
19/03/2018 | 23:03

O Dia de São José, comemorado segunda-feira, 19, foi de decepção para boa parte do Rio Grande do Norte. Afinal, não choveu como o esperado em quase a totalidade do Estado, o que, tradicionalmente, significaria que o “inverno” não será chuvas – e mantendo a situação de seca pelo 7º ano consecutivo. Porém, para a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), as notícias não são negativas. Afinal, nesta terça-feira, 20 de março, começa oficialmente o outono, período que tradicionalmente concentra as principais chuvas no interior do Estado. E a expectativa é que as chuvas recomecem e sejam regulares até o final de abril, sobretudo, nas regiões Oeste e Central.

Quem reafirma essa previsão é o meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot. Segundo ele, nos últimos dias houve um bloqueio na formação de chuvas, o que acabou prejudicando a regularidade das chuvas no interior. Contudo, as condições oceânicas que ensejaram as previsões otimistas do início do ano continuam, com chuvas reiniciando já nesta semana.

“A gente não viu mudança nenhuma nas condições oceânicas/atmosféricas a não ser a formação desse bloqueio, que atrapalhou as chuvas, claro, mas que já está se dissipando. Por isso, o que vale é a previsão que foi feita em fevereiro (de chuvas regulares). Por isso que domingo já foi possível observar a formação de chuvas no interior do Estado, chuvas isoladas”, afirma o meteorologista.

Segundo Gilmar Bistrot, hoje já devem ser retomadas as chuvas em algumas áreas do interior do Estado. Litoral e Agreste, porém, só retomam no final da semana. “Lá para quinta ou sexta-feira”, antecipa.

PLANTIO E RESERVAS

Com relação ao interior do Estado, a dica do meteorologista é que sejam escolhidas para quem ainda planeja plantar, culturas mais rápidas. “Para a plantação de novas lavouras, como já estamos bem adiantados, meados para o final de março, é preciso utilizar culturas com ciclo mais curtos. Culturas precoces, como feijão, milho, as qualidades mais precoces possíveis, para que as chuvas possam atender essas culturas. Produzam nesse intervalo”, acrescenta.

Já sobre a recuperação dos reservatórios, no entanto, as previsões são menos garantidas. Isso porque como as chuvas ainda não começaram, não se é possível prever a intensidade delas. “Por enquanto não dá para falar em recuperação dos reservatórios porque o mês de março, praticamente, não choveu por conta desse bloqueio”, lamenta.

Período chuvoso pode atrasar entrega de obras na região metropolitana

Quando se fala em chuva no interior do Estado, grande parte da população comemora. Contudo, um período chuvoso intenso não é positivo para todos, afetando, por exemplo, o andamento de obras. “O serviço de engenharia rodoviária é incompatível com a chuva. O material tem que ter um grau de umidade ótima, controlada, e quando cai agua acima da conta, para tudo”, afirma o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), general Jorge Fraxe.

Segundo ele, com a previsão de chuvas, as obras que mais preocupam são “Moema Tinoco, porque estamos em muita terraplanagem, e a restauração de Pipa. Tem o distrito industrial de Macaíba também. Nós vamos dar a ordem também ao acesso industrial de Goianinha, para algumas restaurações no Agreste, então se cair água ali, vai dar uma atrasada”.

A boa notícia, nesse caso, é que, segundo o meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot, as chuvas não devem ser retomadas de maneira tão rápida no Litoral e na região Agreste. “Por enquanto, o bloqueio ainda está influenciando no litoral e no agreste. Ainda não teremos chuvas aqui por isso, mas no final de semana já será possível registrar a formação de chuvas. Por enquanto, não há previsão de muitas chuvas não. Só chuvas normais”, antecipa.

Contudo, para não parecer “do contra”, Jorge Fraxe torce para que chova, mas de forma menos intensa, para que as obras importantes não sejam atrasadas. “Esperamos que a chuva caia aos poucos e dê tempo de fazer o serviço, porque se for muito forte, é complicado. Tem que esperar secar. E quando para dois, três dias para secar, quando pensa que vai poder recomeçar, aí chove de novo e para novamente. Não começa. Aí tem que esperar passar todo o período chuvoso e só recomeçar quando passar todo o período”, afirma.

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