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Objetivos
Novo Plano Diretor precisa atrair pessoas e gerar empregos, diz arquiteta
Discussão do Plano Diretor segue até o dia 11 de novembro, data para entrega da sistematização de propostas dos Grupos de Trabalho
Redação
28/10/2019 | 00:00

“Temos que pensar em atrair pessoas para a zona Leste, mas, também, gerar empregos nas zonas Norte e Oeste”, avaliou Sophia Motta, arquiteta e participante de um dos Grupos de Trabalho (GTs) da revisão do Plano Diretor. A especialista argumenta que o principal objetivo do Plano é trazer a inclusão.

Estudos realizados por ela dizem que, nos últimos 15 anos em Natal, houve uma perda de população na zona Leste da cidade, a qual é uma área com potencial para mais construções. Por sua vez, a população do norte da zona Norte e oeste da zona Sul cresceu. As declarações de Motta foram concedidas em entrevista ao programa “A Hora é Agora”, da Agora FM (97.9).

Com a entrega da sistematização de propostas dos Grupos de Trabalho (GTs) da revisão do Plano Diretor de Natal, no dia 11 de novembro, o assunto continua sendo uma pauta de importância na atualidade, de acordo com a arquiteta.

Sophia Motta diz que este é “um momento estratégico para pensar a cidade” e que o foco deve ser a sustentabilidade a longo prazo. “É importante ressaltar que quando falamos em sustentabilidade, é a sustentabilidade econômica, social e ambiental. É um tripé. Só assim poderemos ter uma cidade próspera e que funcione para as próximas gerações”, afirmou.

“Cabe um questionamento: o que é mais sustentável? A gente repensar e refazer a cidade que está posta ou impulsionar um espalhamento da cidade em áreas onde não há infraestrutura? É muito mais sustentável e inteligente a gente refazer o território, considerando os paradigmas contemporâneos”, diz Sophia. Ela exemplifica o fato das pessoas quererem morar onde trabalham e que o carro está deixando de ser um grande elemento de consumo.

“Como o Plano Diretor pode aproximar, por exemplo, o trabalho e a moradia? Um exemplo que São Paulo fez é incentivar que as propriedades tenham uso misto”, explica. O uso misto é a utilização de um prédio residencial e que, por exemplo, ele tenha um comércio embaixo e residências na parte de cima. “Um problema que vemos em Natal são as calçadas vazias. Andando pela área dita nobre, como Tirol e Petrópolis, não se vê vitalidade na rua. Um instrumento como o Plano Diretor incentivar em prédio de uso misto é uma maneira de revitalizar nossa cidade”, complementa a arquiteta.

Motta aponta, ainda, que há grande envolvimento da sociedade na discussão da pauta. “Temos a oportunidade de levar Natal para um novo patamar de sustentabilidade. Hoje temos pessoas saindo da cidade e não estamos atraindo novos moradores. Essa oportunidade é agora”, conclui.

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