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Plano Diretor
Natal precisa saber o que esperar de seu futuro, dizem especialistas
Segundo os especialistas, já está mais do que clara a necessidade da capital retomar seu processo de ocupação em áreas relegadas a segundo plano
Redação
25/04/2019 | 04:00

Dentro das ações que marcarão a atualização do Plano Diretor de Natal, o prefeito Álvaro Dias examina a possibilidade de chancelar um estudo elaborado à várias mãos com especialistas do setor para projetar o modelo de crescimento urbano pretendido pela cidade nos próximos anos.

A informação foi repassada por três arquitetos e urbanistas que participaram, esta semana, do programa “Agora é a Hora”, comandado por Renato Dantas, na 97,9 FM.

Durante uma hora e meia, os arquitetos Felipe Bezerra, Luciano Barros e Fabiano Pereira debateram os caminho do Plano Diretor de Natal, que está recebendo sua primeira atualização depois de 12 anos, e falaram sobre as prioridades mais aguardadas tanto pela população como pelo mercado imobiliário.

Segundo os especialistas, já está mais do que clara a necessidade da capital retomar seu processo de ocupação em áreas relegadas a segundo plano em favor do adensamento de municípios vizinhos, como Parnamirim, que passaram a receber todos os maiores lançamentos imobiliário.

“Esse engessamento precisa ceder lugar a empreendimentos de priorizem a construção de pequenas unidades abaixo do mínimo permitido, que é 35 m², seguindo uma tendência das cidades brasileiras”, lembrou Luciano Barros.

Para os especialistas, é preciso que áreas importantes da cidade, como a Redinha e a Ribeira, sejam vocacionadas para permitir que as pessoas e negócios voltem a ocupar essas áreas, hoje abandonadas e à mercê da insegurança urbana.

“Não é mais novidade que o mercado que foi a partir da última atualização do Plano Diretor que Natal passou a privilegiar as grandes unidades habitacionais e complicou imensamente a burocr5acioa de licenciamentos para construtores, que agora a atual administração municipal pretende descomplicar”, afirmou Luciano Barros.

O arquiteto Felipe Bezerra lembrou as mudanças sociais ocorridas nos últimos 10 anos e que precisam agora ser incorporadas pelo Plano Diretor, aproveitando a possibilidade aberta também com a revisão do Plano de Obras, cuja a operacionalização não passa por audiências públicas, o que facilita a atuação direta dos técnicos da prefeitura.

¨Densidade, gabaritos de construções e requalificação de áreas a partir da valorização de suas vocações, favorecendo sempre moradias junto a atividades comerciais deve ser a tônica da revisão do Plano Diretor”, opinou Felipe Bezerra.

Todos os debatedores do programa concordaram que é preciso estudar maneiras de “desafetar” algumas vias em Ponta Negra com o objetivo de abrir áreas livres para que empreendedores possam estabelecer atividades comerciais que complementem a vocação da região.  

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