BUSCAR
BUSCAR
Problema
Natal deixa de exportar frutas esta semana por falta de guindaste
Sem o equipamento, exportadores natalenses precisaram pagar para que caminhões levassem suas cargas até o Porto de Macuripe, em Fortaleza.
Redação
09/01/2020 | 10:43

Um problema que há décadas assombra o Porto de Natal – a falta de guindastes para embarcar os contêineres nos navios – voltou se manifestar esta semana quando um navio do operador francês Marfret não apareceu para sua escala semanal. A operação acontece sempre nos finais de semana.

Com problemas em seus dois guindastes, o navio que vinha do Ceará nem saiu do porto de Mucuripe, em Fortaleza. Com isso, os exportadores natalenses precisaram pagar para que caminhões levassem suas cargas até a capital cearense.

Uma fonte portuária informou ao Agora RN que, numa situação dessas, o frete sai mais caro porque o caminhoneiro só aceita fazer a viagem se houver carga de retorno garantida ou o cliente ressarcir esse retorno. “E foi o que aconteceu”, afirmou.

A mesma fonte acrescentou que na próxima semana o problema já estará resolvido e não porque o porto de Natal passará a ter guindastes. “É que retornará o navio da CMA/CGM com o equipamento a bordo”, assegura.
Procurado pela reportagem, o ex-presidente do Sindicato dos Estivares, Lenilto Caldas, estima que a ausência de um guindaste do porto de Natal remonte há mais de três décadas, tempo em que ele trabalha no terminal. “Me lembro de existirem, mas isso faz muito, muito tempo”, ironiza.

Com o problema, o porto deixou de embarcar pelo Rio Grande do Norte esta semana entre 250 a 300 contêiners de frutas, cada um levando em torno de 22 toneladas. Isso trouxe aborrecimentos também o porto de Fortaleza, que ficou sobrecarregado de caminhões, disse Lenilton.

Exportadores procurados pela reportagem não quiseram se manifestar. Além da falta de um scanner para fiscalizar a presença de drogas pela Receita Federal, o porto de Natal padece da falta de um armazém refrigerado e o pátio dispõe de um n tomadas para ligá-los.

A falta de um guindaste, que já existiu no passado remoto do terminal, é grave, segundo Lenilton Caldas. “É o único porto do país que ainda se dá ao luxo de não tem esse equipamento”, assegura.

Av. Hermes da Fonseca, N° 384 - Petrópolis, Natal/RN - CEP: 59020-000
Redação: (84) 3027-1690
[email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.