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Crime
MPRN denuncia mãe e filho por venda de anabolizantes na Grande Natal
Segundo a investigação do MPRN, além da venda de produtos lícitos e permitidos pela legislação atual, o empresário e sua mãe se dedicavam à venda indiscriminada de anabolizantes injetáveis
Redação
11/09/2020 | 12:41

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou denúncia contra proprietários de loja de suplementos localizada em Natal e com filiais em Parnamirim. Os proprietários da marca empresarial – mãe e filho, respectivamente – são acusados de comercializar anabolizantes proibidos no Brasil.

Ainda de acordo com o MPRN, a loja também comercializava outros produtos que não tinham registro formalizado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação sobre o caso foi iniciada pela Polícia Civil. Denúncias anônimas informaram que a loja investigada vendia as substâncias proibidas.

As suspeitas aumentaram quando houve uma rápida expansão da rede de lojas do denunciado, a partir de 2016. Diversas filiais foram abertas em Natal e em Parnamirim. O empresário publicava nas suas redes sociais viagens para o exterior, carros importados, patrocínio de festas em boates famosas da Capital potiguar. O enriquecimento repentino também foi analisado na investigação.

As incompatibilidades financeiras verificadas motivaram a autoridade policial a dar início a uma investigação específica.  Ao final da investigação, restou comprovada que  o empresário se dedicava ao comércio de anabolizantes e de produtos ilegais como forma de auferir lucro fácil.

Segundo a investigação do MPRN, além da venda de produtos lícitos e permitidos pela legislação atual, o empresário e sua mãe se dedicavam à venda indiscriminada de anabolizantes injetáveis ou contidos em produtos não permitidos pela legislação em vigor e não registrados oficialmente.

De acordo com a investigação do MPRN, a venda de anabolizantes permitiu a mescla de valores de origem lícita com valores de origem ilícita, aumentando em demasia seu patrimônio, sobretudo em razão de os ilícitos serem vendidos sem o conhecimento das autoridades fazendárias. 

A ação penal tramita perante a 12.ª Vara Criminal da Comarca de Natal. Mãe e filho podem ser condenados pelos crimes de tráfico de drogas (5 a 15 anos), associação para o tráfico (3 a 10 anos), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos), venda de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais sem registro em órgão de vigilância sanitária competente (10 a 15 anos).

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