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Economia
Morosidade nas exportações é a mais nova preocupação no Porto de Natal
Neste fim de semana, a quantidade de caminhões parados nos arredores do porto foi grande, provocando muitas reclamações dos caminhoneiros
Redação
02/12/2019 | 14:11

Carregando entre 400 a 600 contêineres por semana no atual período de safra de frutas e descarregando entre 300 a 500, o Porto de Natal incluiu no rol de suas dificuldades logísticas, como a falta de um scanner para fiscalizar as cargas fechadas, a morosidade nas operações causada pela quebra frequente dos equipamentos que fazem a movimentação.

“Existem três empilhadeiras de contêineres aqui no porto, mas raramente todas funcionam ao mesmo tempo; muitas vezes uma ou duas estão quebradas, o que torna muito lenta a operação”, conta um dos estivadores escalados para trabalhar neste final de semana.

Uma fonte do sindicato da categoria informou ao Agora RN que o medo dos trabalhadores é que com a lentidão, caminhoneiros são obrigados a longas esperas nos arredores do porto, na Ribeira, o que pode influenciar mais exportadores desviarem suas cargas para o porto de Pecém, no Ceará.

“Neste fim de semana, a quantidade de caminhões parados nos arredores do porto foi grande, provocando muitas reclamações dos motoristas e na semana que vem tudo deve se repetir”, contou a fonte.

Cada empilhadeira de contêiner tem capacidade para 40 toneladas de carga. No último mês de outubro, segundo o Sindicato dos Estivadores do Porto de Natal, o terminal embarcou 25% a menos de frutas para a Europa em relação ao mesmo período do ano passado.

“Queremos trabalhar com mais eficiência, mas esse problema se junta a outros que prejudicam todo mundo, desde os trabalhadores, os caminhoneiros, os exportadores a o porto como um todo”, explicou o trabalhador, que pediu para não ser identificado.

O Porto de Natal sofreu, na segunda quinzena de setembro, a maior redução de suas exportações de frutas da história, ao deixar de embarcar 300 contêineres de melão por semana.

No ano passado, em setembro, o terminal embarcou para a Europa entre 600 e 800 contêineres por semana, cada um deles transportando entre 18 a 22 toneladas de frutas.

Com a redução, o porto deixou de embarcar só em setembro mais de 10 mil toneladas de melão.

Desde que as Polícia e a Receita Federal apreenderam três toneladas de cocaína escondidas dentro de contêineres de frutas, em fevereiro deste ano, e mais 66 tabletes em setembro último, os exportadores e o próprio armador, a francesa CMA/CGM, têm tentado alugar um scanner para fiscalizar os contêineres refrigerados de frutas.

Além desse problema, a falta de tomadas para esses contêineres e a deficiência do porto de não operar à noite pela falta de defensas na porte Newton Navarro tem sido responsabilizas pelo progressivo desinteresse dos exportadores em continuar operando no Porto de Natal.

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