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Vazamento
Moro sugeriu ação contra ‘showzinho’ da defesa de Lula, diz Intercept Brasil
Ex-juiz Sergio Moro sugeriu aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) uma ação para rebater a defesa do ex-presidente Lula (PT) após depoimento do petista à Lava Jato
Redação
15/06/2019 | 10:28

O ex-juiz Sergio Moro sugeriu aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) uma ação para rebater a defesa do ex-presidente Lula (PT) após depoimento do petista à Lava Jato, segundo novas mensagens publicadas pelo site The Intercept Brasil nesta sexta-feira, 14.

O site divulgou no domingo, 9, conversas entre Moro, hoje é ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PSL), e membros da força-tarefa da operação Lava Jato. Uma fonte anônima, segundo o Intercept, repassou mensagens no aplicativo Telegram de 2015 a 2018.

​O novo conteúdo mostra as reações de Moro e de procuradores como Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato no MPF, e Carlos Fernando dos Santos Lima ao depoimento concedido por Lula ao então juiz no caso do tríplex de Guarujá, em 2017.

No dia em que o ex-presidente Lula foi ouvido, Moro sugeriu, de acordo com o relato do Intercept, que o MPF divulgasse uma nota para expor “contradições” da fala de Lula.

“Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele”, escreveu Moro às 22h12 do dia 10 de maio de 2017.

“Por que a Defesa já fez o showzinho dela”, completou o então juiz um minuto depois, às 22h13.

Segundo o site, Carlos Fernando respondeu: “Podemos fazer. Vou conversar com o pessoal. Não estarei aqui amanhã. Mas o mais importante foi frustrar a ideia de que ele conseguiria transformar tudo em uma perseguição sua [de Moro]”.

No dia seguinte, 11 de maio, a equipe do MPF acabou por publicar uma nota para expor o que julgou serem contradições de Lula, como havia indicado Moro.

O texto disparado à imprensa foi publicado em outros veículos de comunicação. Entre as contradições estavam “a imputação de atos à sua falecida esposa, a confissão de sua relação com pessoas condenadas pela corrupção na Petrobras e a ausência de explicação sobre documentos encontrados em sua residência”.

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