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Fim de ano
Mesmo com preços estáveis, pescados seguem fora da ceia
Valorizados apenas na Semana Santa, peixes como tilápia, meca, atum e a corvina e salmão, mantiveram os mesmos preços de meses anteriores
Marcelo Hollanda
10/12/2019 | 07:52

Num final de ano de seguidas altas da carne bovina, suína e de frango, por conta do aumento das exportações brasileiras para a China, a única proteína que ainda continua com os preços intocados é o peixe. Valorizado apenas na Semana Santa, pescados como a tilápia, o meca, o atum e a corvina, sem falar do salmão, mantiveram os mesmos preços de meses anteriores, mas continuarão frequentando pouco as ceias natalinas.

“É tradição, as pessoas querem carne bovina e suína, sem se dar conta que os peixes e crustáceos são uma excelente opção para ir às mesas no Natal e Ano Novo”, lembra Allan Dantas, atacadista-distribuidor da Ceasa, presidente do Sindicato dos Permissionários da Central.

Com um giro anual superior a R$ 70 milhões por ano, a Central Estadual de Abastecimento comercializa no atacado e no varejo 60% de seus estoques em hortifrúti, mas o valor grosso em dinheiro vem dos 25% da venda de carnes em geral pelo valor agregado em diferentes cortes.

Só que este ano, os preços da proteína animal estão um teste para o bolso dos consumidores. Segundo Allan Dantas, em termos de varejo, o contrafilé, a carne mais procurada nas festas de Natal a Ano Novo, pelo menos na Ceasa, custa em média R$ 42,00 o quilo; a picanha, a segunda na predileção dos consumidores, entre R$ 40 e R$ 42 o tipo B e a R$ 50 o tipo A.

Em terceiro lugar vem o colchão mole, que sai por R$4 39 a R$ 41 o quilo, seguido pelo patinho (R$ 34 a R$ 36). Já a costela, uma carne muito procurada para os churrascos de Natal e Ano Novo, custa entre R$ 16 a R$ 18.

Mesmo com uma margem de lucro bruto de 15%, ainda de acordo com Allan, as oito lojas de carne da Ceasa conseguem girar entre R$ 500 a R$ 600 mil por semana. “Se considerarmos que dentro dessa margem os comerciantes tiram o custo dos funcionários, impostos, energia e impostos, mesmo assim o volume movimentado é interessante”, diz ele.

Segundo o varejista, com 60% de hortifrúti, 20% de carnes, 15% de cereais e 5% de embalagens descartáveis, os negócios neste fim de ano para os mais de 400 permissionários do Ceasa será ligeiramente melhor do que ano passado.

“Temos aqui uma movimentação média diária entre a R$ 20 mil a R$ 30 mil e não foi muito diferente do ano passado por causa das altas da carne bovina e do frango no segundo semestre”, ele afirma.
Subprodutos como os ovos também acompanharam. “Uma dúzia de ovos que eu pagava na semana passada R$ 6,50, já comprei esta semana por R$ 7,70. Isso deve ter atingido muitos produtos à base de ovo”, conclui.

Comerciantes do Ceasa ouvidos nesta segunda-feira pelo Agora RN disseram que a grande a esperança dos varejistas da Ceasa é que o Governo do Estado pague o 13º salário dos servidores.

“Não que eles (servidores) venham aqui gastar diretamente, mas o dinheiro deles irrigar o comércio de alimentos e supermercados que reabastecem seus estoques aqui”, diz Cleyton Cruz, gerente de uma das lojas mais tradicionais da Ceasa, com mais de sete mil itens nas prateleiras.

“Com a chegada das festas de fim de ano, 60% do que vendemos são frutas secas, temperos culinários que comercializamos à granel e artigos como vinagre, salsa e queijos”, diz ele.

“Pagamentos com o 13º dos servidores estaduais, liberação do FGTS, tudo isso sempre faz uma grande diferença para melhorar as vendas no atacado e no varejo”, acrescenta.

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