BUSCAR
BUSCAR
Alecrim
Mesmo com aumento, vendas da Black Friday não empolgam comerciantes
No maior bairro comercial de Natal, o termômetro de vendas ficou abaixo do esperado nos dias de esquenta
Redação
29/11/2019 | 04:30

“Black o quê, home?”

A vendedora do camelódromo do Alecrim, na avenida Presidente Bandeira, parece estar a léguas de distância do que as lojas de varejo, a poucos metros dela, preparam para esta sexta-feira, 29. Hoje acontece a edição 2019 da Black Friday, dia de promoções simultâneas em todo o País. Ao menos no Alecrim, entretanto, parece não ter emplacado.

As vendas mornas foram sentida já no chamado “esquenta Black Friday”, nos dias que antecedem a data. Para muitos comerciantes, o fluxo começou a melhorar desde a última terça-feira, mas não como acontecia quando a data importada dos Estados Unidos chegou ao Brasil, em 2010.

“No começo, era o nosso Natal adiantado, dias em que a gente realmente tirava a barriga da miséria”, conta o fretista Gilmar Amaro da Silva, que há sete anos ganha a vida com sua Saveiro, entregando mercadorias nas casas dos clientes.

Ele lembra de colegas dele tirando mais de R$ 1 mil de lucro limpo nos dois dias de Black Friday, sem parar um minuto no ponto, tantas eram as viagens seguidas que faziam. “Só que hoje não é mais assim”, lamenta. “As pessoas ficaram espertas. Elas circulam muito para ver se tem alguma coisa que realmente valha a pena, mas comprar que é bom não é nem de perto o que era antigamente”, deduz.

Enquanto isso, na loja de uma rede nacional, que vende de eletrodomésticos a móveis e celulares, o gerente Oldemar diz que, embora a promoção já esteja valendo para alguns produtos, o grosso das ofertas só estará disponível quando as portas do estabelecimento subirem nesta sexta-feira. “Nem a gente sabe a relação de produtos que virão com os descontos. É confidencial”, assegura ele.

Nas lojas tradicionais do bairro, é possível ver balões negros do Black Friday na fachada e no interior das lojas. Os descontos são atrativos, mas há outras questões que podem afastar o consumidor. Por exemplo: falta de local para estacionar.

No Shopping 10, as 52 vagas que quase nunca são suficientes durante boa parte do dia. Nesta quinta-feira, por exemplo, quem chegava perto das 10 horas tinha que buscar outra opção. Nos poucos estacionamentos de rua, é possível parar, mas deixando as chaves para um manobrista, já que o número fixo de vagas é metade dos carros estacionados no local.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.