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Agilidade
IMD desenvolve tecnologia para auxiliar em dados e análise epidemiológica do coronavírus no RN
Plataforma digital vai integrar informações de casos suspeitos e resultados de exames, proporcionando gráficos e mapas de calor de áreas das cidades analisadas
Redação
30/03/2020 | 14:10

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) desenvolveu uma plataforma para a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap/RN) para auxiliar no combate à epidemia de Coronavírus (Covid-19). Trata-se de uma ferramenta tecnológica que deve começar a ser usada até o final desta semana e servirá para o registro, acompanhamento e análise epidemiológica de casos suspeitos e confirmados de Covid-19. Suas funcionalidades vão proporcionar maior agilidade na verificiação contextualizada dessas ocorrências e, consequentemente, ações dirigidas eficazes para conter o avanço do vírus.

Segundo o diretor de Tecnologia da Informação do IMD, o professor Itamir Barroca Filho, a ferramenta é georreferenciada e “vai gerar gráficos e mapas de calor de casos suspeitos e confirmados, para o acompanhamento mais efetivo da Vigilância Epidemiológica”.

A Sesap possui atualmente dois sistemas distintos para a captura desses tipos de informações, mas que não possibilitam uma integração de seus dados de maneira rápida e automatizada. Um deles faz o registro de casos suspeitos de Coronavírus e o outro reúne os resultados dos exames realizados nos pacientes com suspeita da doença.

Com a nova tecnologia, esses dados vão poder ser integrados e as informações de casos suspeitos e respostas dos exames serão cruzadas. Isso vai proporcionar uma visualização rápida das regiões das cidades analisadas, facilitando a localização geográfica do índice de infecção na população e, portanto, a atuação mais célere da Vigilância Epidemiológica com o objetivo de conter sua propagação.

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, ressalta que a ferramenta “vai fazer com que se consiga um processo de investigação de cada caso de maneira cada vez mais ágil, facilitando o isolamento de maneira mais oportuna, de modo a isolar a transmissão”. Outra funcionalidade, segundo ela, será a de visualização dos mapas de casos nos municípios do interior do estado com maior facilidade.

“Ainda vai nos auxiliar para podermos observar quantos desses casos suspeitos estão internados, quantos foram a óbito e o status de investigação desse óbito”, destaca a subcoordenadora.

O Instituto Metrópole Digital já possuía uma parceria com a Sesap para o desenvolvimento de tecnologias para o seu setor de Vigilância Epidemiológica. A eclosão da crise de saúde ocasionada pelo coronavírus, no entanto, fez com que a ferramenta em questão tivesse seu desenvolvimento priorizado e acelerado, de modo que deverá entrar em teste a partir de amanhã e começará a ser utilizado até o final desta semana ou, no mais tardar, no início da próxima.

A plataforma vem sendo desenvolvida por três professores da UFRN e dois estudantes bolsistas. Um deles é o engenheiro de software Matheus Estevam de Carvalho Pessoa, que é aluno da Residência em Tecnologia da Informação do Instituto Metrópole Digital. “Com essa tecnologia, será possível fazer várias simulações de maneira automatizada, como verificar se a taxa de contaminação aumentou ou diminuiu, ou comparar o número de casos para grupos de mil habitantes, por exemplo”, explica ele.

Ainda de acordo com o engenheiro, o trabalho na plataforma é feito “por meio de entregas e melhorias contínuas”. O que significa que, de acordo com o uso e a verificação de necessidades dos gestores e profissionais de saúde, novos funcionalidades e aperfeiçoamentos vão sendo aplicados na ferramenta.

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