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Hospital Municipal de Natal é uma “decepção”, diz presidente do Sindicato dos Médicos
Geraldo Ferreira criticou a Prefeitura por ter fechado o Hospital dos Pescadores e o Sandra Celeste para viabilizar a abertura do novo hospital
Redação
12/02/2016 | 17:40

O presidente do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), Geraldo Ferreira, fez uma avaliação negativa dos serviços oferecidos pelo novo Hospital Municipal de Natal. Inaugurada em dezembro do ano passado, a unidade já enfrenta problemas de superlotação e de precariedade nos serviços, uma vez que foi inaugurada sem dispor de condições necessárias para atender à demanda de pacientes que recebe atualmente. Diariamente são vistas pessoas enfileiradas na recepção e até mesmo na calçada, esperando por horas na fila em busca de atendimento.

“Nós lutamos muito por esse hospital, mas houve uma certa decepção da nossa classe, porque o hospital não atinge os objetivos que imaginávamos: na pediatria atende menos que o Sandra Celeste, e na parte de clínica médica tem menos leitos que o Hospital dos Pescadores”, descreve o presidente do sindicato.

Geraldo Ferreira criticou a Prefeitura por ter fechado o Hospital dos Pescadores e o Sandra Celeste para viabilizar a abertura do novo hospital. Ele afirma que a ação da Prefeitura foi mais por uma “perspectiva de marketing” e em virtude do “apelo visual do hospital municipal ser muito forte”. Em razão da manobra da Secretaria de Saúde de Natal, na opinião do médico, hoje qualquer cidadão que precise de assistência “não encontra com facilidade” na nova unidade inaugurada pela administração.

“Quando um paciente chega para internamento ele não recebe o atendimento devido no Hospital Municipal de Natal e é uma dificuldade para transferi-lo para outros hospitais, porque os outros hospitais não querem receber, já que no momento em que o Hospital Municipal tem nomenclatura de hospital supõe-se que tem capacidade de resolutividade e ele não tem, nem para média complexidade. Na verdade o hospital tem menos leitos, não tem a parte cirúrgica e de exames de imagens que atinja sequer a media complexidade, não tem tomografia, ressonância. Se os pacientes precisarem desses serviços têm que ser encaminhados para outros hospitais. Há uma queixa muito forte da área da saúde porque é um hospital, mas é de baixíssima complexidade, porque não tem condições de dar o suporte adequado”, lamenta Geraldo Ferreira.

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