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Escolas
Greve dos professores da rede estadual começa com adesão gradual
Segunda-feira (9) é prazo máximo para uma contraproposta do governo, se acordo não for feito categoria permanece em greve
Redação
06/03/2020 | 16:26

Após iniciada nesta quinta-feira (5), a greve dos professores da rede estadual de ensino começou sem grande adesão da categoria profissional. O primeiro dia de paralisação foi utilizado para discutir o movimento grevista com os alunos.

Para os alunos maiores de idade, o informe foi feito pelo corpo docente das escolas que optaram pela adesão à greve. Para os menores de idade, a greve ainda será comunicada após reunião com os responsáveis dos estudantes menores de idade.

Segundo a Secretaria de Educação e Cultura do Estado (SEEC), ainda não há um panorama de quantas escolas aderiram à paralisação. A pasta também informou que a decisão tem sido gradual entre o corpo docente das instituições.

A reportagem do Agora RN visitou alguns colégios de ensino médio na tarde desta quinta-feira, para constatar o posicionamento da gestão diante deste cenário. Na Escola Estadual Anísio Teixeira, os professores do turno matutino decidiram aderir parcialmente à greve, enquanto no vespertino a adesão foi total, tendo ocorrido ainda aula normalmente durante o dia.

Para Golbery Lucas, 41, vice gestor da instituição, além do reajuste, professores também reivindicam melhorias na condição de ensino e desconforto com a reforma da previdência.

Já na Escola Estadual e Centro de Treinamento Edgar Barbosa, a decisão foi por paralisação total nas 18 turmas do turno matutino, enquanto nas seis turmas do turno vespertino as aulas serão de 30 minutos em todas as disciplinas. O gestor da instituição e professor de educação física, Joadson Martins, se diz insatisfeito com a proposta do governo e aguarda uma decisão mais digna à categoria.

Na Escola Estadual Wiston Churchill, que funciona em tempo integral, as aulas também ocorreram normalmente durante esta quinta, tendo os educadores conversado com os alunos sobre a greve. Segundo a direção do colégio, apenas cinco professores, das disciplinas português, matemática e física, aderiram à paralisação.

“A escola segue a cartilha que rege os direitos do professor, estando esse assegurado por lei a agir como o sindicato deliberar” explica Fernando Júnior, 31, professor de sociologia e gestor da instituição.

A greve

Após a rejeição da proposta do governo, apresentada em reunião na última terça-feira (03), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte) do RN optou por deflagrar, nesta quinta-feira (05), a greve dos professores em todo o estado. Dentre as reivindicações estão a cobrança pelo reajuste de 12,84% nos salários dos professores, além do pagamento retroativo referente a janeiro e fevereiro. Nos colégios estaduais da capital potiguar, professores tem se reunido para decidir o funcionamento das instituições.

Segundo o Sinte, a proposta apresentada pelo governo é de pagar o reajuste nos meses de julho, agosto e dezembro, para os trabalhadores ativos, e nos meses de agosto, outubro e dezembro para os aposentados. Já as parcelas do retroativo seriam pagas apenas em 2021 e 2022. A categoria não concordou com a sugestão e optou pela deflagração da greve.

Segundo José Teixeira, coordenador-geral do Sinte, o governo deve analisar novas propostas e apresentar uma resposta até segunda-feira (9), caso a categoria não entre em acordo a greve continua. “A nossa proposta (do Sinte) é pagar o ajuste em abril, junho e agosto, tanto para ativos quanto aposentados, e de outubro a março do ano que vem fazer o parcelamento do retroativo” explica o sindicalista.

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