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Justiça
Famílias de Marielle e Anderson Gomes dizem ao STJ que são contra federalização
Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018
Redação
07/01/2020 | 18:42

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro protocolou na segunda-feira, 6, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma petição, com manifestação das famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes – assassinados em março de 2018, em que é requerida a manutenção das investigações com o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

O documento é uma resposta ao pedido de federalização feito pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge no fim de seu mandato, em setembro de 2019.

A Defensoria afirma, por meio de nota, que sustentou “a permanência das investigações na esfera estadual em razão da participação da família e do controle externo da apuração do caso já realizado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ)”. Segundo o órgão, “nenhuma esfera está totalmente isenta a interferências”.

A ex-procuradora-geral da República alegou, ao anunciar o pedido de federalização, que há “ineficiência” na apuração pela esfera estadual.

Além disso, no dia 17, data do fim de seu mandato, também anunciou que solicitou a investigação do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio Domingos Brazão como suspeito de ser mandante e o denunciou à Justiça por obstrução.

Marielle foi executada em março de 2018. Se aceito o pedido, será aberto um novo inquérito sobre Brazão. Caberá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir se o caso será deslocado.

Segundo a denúncia, Brazão se aliou a um dos funcionários de seu gabinete – Gilberto Ribeiro da Costa -, ao PM Rodrigo Ferreira, o Ferreirinha, à advogada Camila Nogueira e ao delegado da Polícia Federal Hélio Khristian.

O objetivo seria fazer as investigações em âmbito estadual “passarem longe dos reais autores do crime”.

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