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Negócios
Ex-diretor da Petrobras critica desinvestimentos da estatal no RN
Em conversa com sindicalistas, ele reafimou a importância da companhia como instrumento de desenvolvimento.
Redação
26/11/2019 | 04:30

Ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras nos governos Lula e Dilma e um dos pioneiros na pesquisa que levou à descoberta de petróleo no pré-sal no mar territorial brasileiro, o geólogo Guilherme Estrella esteve nesta segunda-feira, 25, em Natal para engrossar a campanha da Federação Única dos Petroleiros (FUP) contra a saída da estatal do Rio Grande do Norte.
Na Reitoria da UFRN, pela manhã, Estrella falou para um grupo de sindicalistas sobre a importância da companhia como instrumento de desenvolvimento e reafirmou todas as suas teses nacionalistas de que a Petrobras está sendo entregue ao capital estrangeiro.
Ao Agora RN, porém, ele evitou entrar em detalhes acerca do programa de desinvestimentos da empresa no Estado, que abrange 84 campos de produção em franca queda nos últimos anos. “Faz muitos anos que estou fora da empresa, mas posso falar dos prejuízos que essa nova política da empresa causará ao País”, acrescentou.
Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), de junho último, revelem que a Bacia Potiguar teve uma produção de 39.230 barris por dia, 6% menos do que o extraído no mesmo período do ano passado.
A produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte caiu 34,46% entre os anos de 2010 a 2018 e dos 60,6 mil barris do mineral extraídos diariamente em dezembro de 2010, o volume despencou para 40,7 mil no mesmo mês do ano passado.
Já o gás natural registrou uma queda de 1,6 milhões de metros cúbicos diários em dezembro de 2010 para 924 mil metros cúbicos diários em dezembro do ano passado.
Para Estrella, é a falta de investimentos é a principal causa do recuo da produção ao longo dos anos. “Estão transformando a Petrobras numa empresa de lucros imediatos para agradar os grandes acionistas”, explicou.
“Não há base ética e moral que sustente a saída da Petrobras no Nordeste brasileiro. E o Rio Grande do Norte, que extrai quase 40 mil barri/dia, a US$ 60 dólares do barril, fatura algo em torno de US$ 1 bilhão por ano, provando que a empresa não deficitária no Estado”, lembrou.
O biólogo pôs em dúvida a motivação financeira para a decisão da Petrobras de sair do RN, como de outros estados nordestinos.
“A retirada é política, que tem como base o lucro imediato e maior no menor tempo possível e para atender os interesses dos acionistas privados e que dominam o modo de gerenciar a Petrobras hoje”, afirmou.
Estrella lembrou ainda a importância da Petrobras na criação de empregos e na participação de projetos culturais ao sustentar que ela historicamente permeia a sociedade brasileira e não pode apenas ter no lucro seu objetivo maior.
“Trata-se de uma empresa integrada à sociedade como empresa estatal que é”, resumiu o ex-diretor da estatal.

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