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Saúde
Entenda por que é mais difícil diagnosticar autismo em meninas
Autismo tem origem genética ligada ao cromossomo X. Como os meninos possuem apenas um, acabam tendo maiores chances de estar dentro do espectro, já que não possuem o outro para balancear as mutações
Redação
16/07/2020 | 17:46

Atualmente, para cada quatro meninos diagnosticados com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), apenas uma menina recebe este diagnóstico. Além da influência do fator genético, o fator social dificulta a identificação, porque elas costumam ser mais sensíveis às habilidades sociais, podendo ser mais reservadas ou tímidas.

As psicólogas do Núcleo Desenvolve Fabiane Gomes e Laís Leal explicam que o autismo tem origem genética ligada ao cromossomo X. Como os meninos possuem apenas um, acabam tendo maiores chances de estar dentro do espectro, já que não possuem o outro para balancear as mutações.

Historicamente e no modelo de sociedade atual, ainda são esperados das meninas comportamentos diferentes do que se espera dos meninos, o que pode dificultar o diagnóstico do autismo, principalmente os mais leves.

“Quando as habilidades sociais começam a ser mais exigidas, normalmente na adolescência, as meninas com autismo começam a encontrar mais dificuldade em se socializar com seus pares etários” explica Laís. “Muitas possuem dificuldades em compreender piadas, ironias ou metáforas e acabam não se expondo, ficando mais retraídas nos grupos, e sendo muitas vezes rotuladas como tímidas”, explica Laís.

Fabiane pondera, contudo, que há uma diferença entre a criança autista e a tímida. “A criança tímida sabe o que deve fazer e como reagir ao estado emocional das pessoas, mas a autista não consegue perceber isso no geral”.

As psicólogas ressaltam que o diagnóstico tardio pode impedir o acesso ao tratamento adequado, que proporcione mais qualidade de vida. “É importante os pais perceberem se há um comportamento restrito ou repetitivo, dificuldade em lidar com mudanças ou situações novas”, afirma Fabiane.

O fato é que a ciência ainda tem muito o que descobrir sobre o autismo nas meninas. Mas a boa notícia é que pesquisadores do mundo inteiro estão dispostos a investigar o cérebro feminino, o que pode facilitar o diagnóstico precoce e as particularidades neste tipo de intervenção.

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