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Coronavírus
Empresa de Natal produz máscara em tecido para suprir carência do produto
Cerca de 15 mil máscaras estão sendo distribuídas gratuitamente desde quarta-feira (25)
Redação
27/03/2020 | 18:39

Em meio a pandemia, muitas iniciativas de pessoas e empreendedores se apresentam como ações efetivas para minimizar as consequências devastadoras causadas pelo coronavírus. Este é o caso do empresário potiguar Andriere Azevedo dos Santos, que produziu 15 mil máscaras de tecido, reutilizáveis, para serem distribuídas gratuitamente. Para adquirir a máscara, as pessoas precisam doar produtos de higiene pessoal (sabonete) e de limpeza (água sanitária), que serão destinados à população carente, através de instituições assistenciais da capital potiguar.

A distribuição das máscaras começou na última quarta-feira (25) na loja das empresas do grupo Vitally Fitness & Praia, Box Tribos e Athletic Fit, localizada na Avenida Prudente de Morais, em Lagoa Nova. As máscaras feitas em tecido têm sido uma alternativa para suprir a falta das máscaras de proteção respiratória convencionais, que não têm sido encontradas em farmácias e outros estabelecimentos que comercializam este tipo de produto. Vale ressaltar que a máscara de tecido não substitui a máscara de proteção respiratória, utilizada por profissionais da área de saúde e pacientes em tratamento médico. Contudo, se utilizadas conforme as orientações de uso, podem oferecer alguma proteção aos seus usuários.

Segundo Andriere Azevedo, a ideia de produzir as máscaras em tecido surgiu a necessidade de adquirir a máscara de proteção respiratória, que estava indisponível no mercado local. “Eu precisava adquirir para os meus colaboradores e não as encontrei em lugar nenhum. Nem mesmo em Mossoró, aonde temos loja”, justifica ele, explicando que pesquisou antes de iniciar a produção para verificar a eficácia e as controvérsias existentes à respeito do uso desse tipo de máscara que pretendia produzir. O empresário, que também trabalha com a venda no atacado, lembrou que a pandemia surgiu muito rápido e que adotou como estratégia “sentir primeiro o mercado” nos 10 primeiros dias e como as academias fecharam, decidiu apostar no delivery para manter as vendas, ainda que com uma redução significativa.

Momento difícil

Preocupado com o que está por vir com o topo da pandemia, Andriere Azevedo apela que haja união entre as pessoas e que cada cidadão faça a sua parte. “Somos brasileiros e somos fortes. Neste momento de dificuldade, temos que nos unir e juntar forças para vencer essa guerra. Se cada um puder fazer a sua parte já é de grande ajuda. Se você, empresário, tem capacidade de fazer um pouco mais pelo coletivo e pela comunidade em geral, não deixe para amanhã. Pensei nessa ação, nos que não conseguiram adquirir as máscaras e, principalmente, nos mais necessitados que não tem nenhum tipo de estrutura para poder combater esse vírus”, enfatiza o empresário.

“Não sabemos quanto tempo isso vai durar e acredito que teremos que tomar medidas muito difíceis e duras”, teme ele, reiterando que apesar do fantasma do desemprego estar rondando as portas das empresas, diz que como “empresário e ser humano” prefere não se precipitar.

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